Torneio de Jiu-Jitsu na Califórnia gera polêmica e premia o campeão com 1kg de maconha; veja e opine

Publicado em 17/06/2018 por: Yago Redua
Torneio de Jiu-Jitsu na Califórnia gera polêmica e premia o campeão com 1kg de maconha; veja e opine Jeff Glover foi campeão do torneio que garantiu ao campeão 1kg de maconha (Foto reprodução BJJEE)

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No último fim de semana, em Los Angeles, na Califórnia (EUA), aconteceu o High Rollerz BJJ – que tem como missão a infusão do Jiu-Jitsu com a maconha. Lutadores, torcedores e árbitros usavam a cannabis em meio às lutas e durante toda a competição. O prêmio para o campeão do evento foi 1kg de maconha, o que representa cerca de US$ 4 mil.

Matt Staudt, especialista em cannabis e um dos organizadores do evento, comentou sobre o objetivo da competição: “Eu diria que metade do torneio era de lutadores profissionais. A natureza do evento era para tirar esse estigma sobre cannabis não fornecer a plataforma para o atletismo. É a infusão do Jiu-Jitsu e a cannabis”, apontou o CEO do evento ao Green Rush Daily, que vai promover um outro campeonato, mas No-Gi e para o público feminino.

Nomes importantes do esporte como os irmãos Nick e Nate Diaz, além de Eddie Bravo marcaram presença no evento. Todos, assim como Joe Rogan, membro do UFC, são favoráveis a liberação da substância dentro do esporte. O comentarista do Ultimate, inclusive, já afirmou que o uso de cannabis por parte de lutadores é “bem comum”.

Na final do High Rollerz BJJ, Jeff Glover venceu Georgi Karakhanyan, mas mostrou espírito esportivo e disse que iria dividir parte do prêmio com o companheiro, como havia sido combinado: “Nós concordamos que seria no espírito das coisas, para dividir o 1kg de maconha referente a premiação, como 70% (ao vencedor) e 30% (ao derrotado)”.

Campeão mundial pela IBJJF no começo deste mês, Mahamed Aly, que também é youtuber, fez um vídeo em seu canal comentando o assunto e a polêmica que gerada.

Maconha na Califórnia

O uso recreativo da maconha na Califórnia (EUA) começou neste ano de 2018, após aprovação popular em novembro de 2016. No entanto, para fins medicinais, a venda teve início em 1996. O uso no estado é permitido apenas para maiores de 21 anos e cada pessoa pode cultivar apenas seis plantas em casa, sendo limitada cerca de 28,3g por indivíduo. Existe a estimativa que o comércio gere US$ 7 bilhões nos próximos anos.

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