Borrachinha revela que luta contra Weidman está praticamente certa: ‘Quem vencer, disputa o cinturão’

    Paulo Borrachinha revelou que seu próximo adversário deve ser Chris Weidman (Foto Getty Images / UFC)

    Por Mateus Machado

    Após derrotar Uriah Hall por nocaute técnico no segundo round, no último sábado (7), pelo UFC 226, e impressionar mais uma vez os fãs com uma boa atuação, Paulo Borrachinha já pensa em seu próximo desafio pelo Ultimate. Invicto no MMA, agora com 12 vitórias, o brasileiro revelou, em entrevista exclusiva à TATAME, que a luta contra Chris Weidman já está “praticamente certa”. O confronto, caso seja oficialmente confirmado, será realizado no UFC 230, marcado para acontecer no dia 3 de novembro, no Madison Square Garden, em Nova York, cidade onde o “All American” e ex-campeão da divisão peso-médio nasceu.

    “O próximo passo, agora, é lutar contra o Chris Weidman. Essa luta já está quase fechada, pode-se dizer certa, praticamente fechada. Vai acontecer em Nova York, na ‘casa’ dele, no Madison Square Garden, em novembro. Vai ser um grande show e, quem ganhar, acredito que será o próximo desafiante ao cinturão depois do Kelvin Gastelum (que vai enfrentar o campeão Robert Whittaker no final do ano)”, revelou Borrachinha, que ainda citou a importância do combate diante de um dos maiores nomes da categoria na atualidade.

    “A importância dessa luta é enorme, porque eu acredito que vai definir o próximo desafiante ao título. Sinceramente, eu não penso nele como um ‘carrasco’ dos brasileiros. Eu acho que ele lutou como tinha que lutar, ganhou, mas eu estou pensando no futuro, no cinturão. Quem passar desse desafio, disputa o título, então isso é o que mais me motiva”.

    Confira outros trechos da entrevista com Paulo Borrachinha:

    – Força no psicológico para se sobressair nos duelos

    Eu sempre entro com um psicológico muito forte, como uma rocha inabalável, e isso é um diferencial muito grande. Os adversários, geralmente, têm uma queda de rendimento pelo psicológico, pelo nervosismo ou por achar que a luta não está indo como ele espera. No primeiro contratempo ou adversidade, eles se abalam, e eu não. Eu venho muito forte para a luta e isso faz uma diferença enorme na busca pelo resultado positivo, com certeza.

    – Luta contra Uriah Hall como a mais dura da carreira

    Sim, essa luta foi a mais dura que eu já fiz até hoje. Pude mostrar um pouco mais do que eu estava dizendo que eu nunca havia mostrado… Um pouco de superação, de transformar uma luta que não estava indo de maneira tão favorável a acabar em um nocaute no segundo round, então era isso que eu queria mostrar, que eu tenho potencial, e tenho muito mais. Poderia fazer cinco rounds com ele se o meu adversário aguentasse, se ele me desse essa oportunidade. Isso que eu sinto falta de mostrar, de mostrar mais conteúdo, não terminar as lutas tão rápido. Mas é lógico que eu sempre vou buscar terminar da forma mais rápida, fica a critério dos meus adversários manter a luta por mais tempo comigo.

    – Momentos de adversidade durante a luta com Hall

    Ele conectou bons golpes, bons jabs. Teve um golpe que não me balançou, mas eu desequilibrei e abaixei, então talvez algumas pessoas viram como um ‘flash down’. Mas, mesmo tendo essa dificuldade inicial, eu mantive a minha cabeça muito tranquila e sabia que eu tinha um potencial enorme e maior que o dele, que eu poderia definir a luta a qualquer momento. O momento de maior dificuldade não me abalou em nada, eu só tive que mudar um pouco a estratégia, tive que encurtar mais, ao invés de ficar na distância.

    – Prêmio de ‘Performance da Noite’ no UFC 226

    Foi um motivo de muita alegria, mas eu sempre entro como um fortíssimo candidato a ganhar o bônus de performance ou luta da noite, porque eu sempre ando pra frente e sempre com muita agressividade, buscando terminar a luta o tempo todo, o que favorece sempre a ser candidato a ser premiado. A forma como eu vou gastar eu ainda não sei, talvez faça um investimento, eu sou bem seguro… Não sou muito ‘gastador’ (risos).

    Paulo Borrachinha nocauteou Uriah Hall no segundo round e segue invicto no MMA (Foto Getty Images / UFC)

    – Pedidos para lutar contra Israel Adesanya

    Eu realmente não conheço esse Israel Adesanya. Eu vi apenas essa última luta dele, porque foi um dia antes da minha. Acho ele um lutador fraco e acredito que ele tem que entrar na fila, precisa provar que merece estar no ranking primeiro, depois lutar comigo.

    – Elogios dos torcedores e até de Dana White

    Para mim, para o meu time, família e amigos, a gente já sabia que iríamos ter uma evolução rápida no ranking e sabíamos do meu potencial. Talvez isso seja novo para o público, mas para a gente não é, já esperávamos que isso ia acontecer. Sem agir com pretensão, mas esse reconhecimento do Dana White, por parte do público e da mídia especializada, a gente vê com normalidade e naturalidade, apenas fruto do trabalho.

    3 COMENTÁRIOS

    1. É bom o borrachinha treina muita defesa de quedas e jjtsu, porque se o Weidman percebe que está perdendo em cima, ele aplicar o plano B, botar pra baixo, como ele fez quando lutou contra o Gastelum. E outra coisa, se preparar para lutar duas horas, o que quero dizer gás em dia.

    2. o chão do borrachinha tá em dia. eu garanto. com um coach como o borracha não existe brecha. já tremeu com o borrachinha é sei que no chão ou na relação o weidman ou qualquer outro vai passar aperto. borrachinha é sempre pressão.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome