Penta mundial, Lepri ingressa seleta lista e crava: ‘Quero fazer história no esporte’

    Lucas Lepri chegou a cinco títulos mundiais na faixa-preta em 2018 e entrou para um seleto grupo (Foto IBJJF)

    Por Diogo Santarém

    Agora cinco vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, Lucas Lepri atingiu o mesmo patamar de algumas lendas da arte suave com o título no último Mundial da IBJJF, realizado entre o fim de maio e início de junho, na Califórnia (EUA). Pelo peso-leve – categoria onde o brasileiro conquistou todos os seus ouros -, o faixa-preta da Alliance brilhou mais uma vez e não deu chances para os adversários, superando na final Renato Canuto por 4 a 0 nos pontos.

    Com a marca, Lepri se encontra atualmente ao lado de nomes como Saulo Ribeiro, Rubens Charles Cobrinha, Marcelinho Garcia, Robinho Moura, André Galvão, Rômulo Barral e Rodolfo Vieira, todos pentacampeões mundiais. Em entrevista à TATAME, o mineiro celebrou o feito e afirmou que entrar para a história do esporte é um dos seus objetivos.

    “Eu me motivo de diferentes formas, mas a minha maior motivação é treinar os meus alunos para eles lutarem, se saírem bem, e consequentemente eu treino também. Quebrar recordes também é algo que me puxa, me motiva cada vez mais, de estar entrando para a história do Jiu-Jitsu, isso me deixa bastante motivado”, revelou Lucas, que prosseguiu.

    ” Olhar pra trás agora e ver toda a trajetória que eu fiz, sair de Minas Gerais, o esforço para treinar, evoluir, tudo valeu muito a pena. Estar hoje em dia com cinco títulos mundiais, juntamente de outros nomes como Saulo Ribeiro, Barral, o Cobrinha, Marcelinho Garcia… Igualar essas feras é um sentimento muito especial, gratificante”, garantiu.

    Confira abaixo outros trechos da entrevista com Lucas Lepri:

    – Sensação de conquistar seu quinto título mundial

    Foi uma sensação de dever cumprido, primeiramente. Eu venho treinando muito forte, muito focado para ser o melhor peso-leve de todos os tempos. Ano passado eu já tinha quebrado o recorde de quatro vezes, antes o recorde era de três títulos, e ganhar mais um esse ano foi gratificante demais. Olhar pra trás agora e ver toda a trajetória que eu fiz, sair de Minas Gerais, o esforço para treinar, evoluir, tudo valeu muito a pena. Estar hoje em dia com cinco títulos mundiais, juntamente de outros nomes como Saulo Ribeiro, Barral, o Cobrinha, Marcelinho Garcia… Igualar essas feras é um sentimento muito especial.

    – Campanha no peso-leve e combate mais difícil

    Fiz cinco lutas, consegui três finalizações e me senti super bem. As técnicas, o timing, tudo em dia. Consegui lutar bem, colocar em prática o que eu treino, buscando evoluir sempre ano após ano. Uma das lutas mais difíceis pra mim foi a semifinal com o Espen. Foi uma luta meio travada, ganhei por uma vantagem, então achei a mais difícil. Todo ano que passa vem subindo uma galera nova das faixas de baixo, então preciso estar preparado para isso. Isso me motiva também, saber que vão ter adversários novos, vindo com fome.

    – Motivações para seguir no topo por tanto tempo

    Eu me motivo de diferentes formas, mas a minha maior motivação é treinar os meus alunos para eles lutarem, se saírem bem, e consequentemente eu treino também. Quebrar recordes também é algo que me puxa, me motiva cada vez mais, de estar entrando para a história do Jiu-Jitsu, isso me deixa bastante motivado. Esse ano em especial tive a motivação extra da minha esposa que está grávida, minha filha vindo aí, vai nascer em outubro, então dediquei para ela. Muitas vezes tive que parar o treino, ir pra casa, cuidar dela (minha esposa). O meu foco estava indo e vindo. Ao mesmo tempo que eu focava no treino ficava ligado na esposa em casa, passando mal, então foi um camp bem difícil em termos psicológicos, mas que me fez crescer. Graças a Deus deu tudo certo no final.

    – Principais aspirações no Jiu-Jitsu além de títulos

    Eu tento dar o meu melhor cada vez mais, evoluir, aprender, estar junto dos meus alunos, amigos, e tentar espalhar o Jiu-Jitsu pelo mundo com seminários. Mostrar o esporte, meu estilo, esse é o objetivo além de lutar os campeonatos e ir bem: mostrar para o mundo o valor da arte suave, que com certeza é uma arte muito valiosa dentro e fora do tatame.

    – Participação da Alliance no Mundial deste ano

    Num todo a Alliance teve uma participação bem positiva. Foram três campeões no adulto faixa-preta, eu, o Malfacine e o Isaque (Bahiense), outros que ficaram em segundo, terceiro. Nas faixas de baixo fomos muito bem também, principalmente no juvenil, onde fomos campeões, então isso mostra que a base está forte e estamos no caminho certo.

    – Evolução da arbitragem e pontos positivos do Mundial

    Cada ano que passa o Mundial fica melhor. A IBJJF está tentando melhorar em tecnologia, em arbitragem também, esse ano o Mundial teve três juízes na área em cada luta de faixa-preta desde as fases mais agudas, então isso mostra uma evolução para errar cada vez menos. Erro é comum em qualquer tipo de esporte, mas com três juízes na faixa-preta, acho que isso é essencial, diminui bastante. O foco deve ser sempre em diminuir erros.

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