Coluna da Arte Suave: a importância da preservação da memória do Jiu-Jitsu para as gerações futuras

    Luiz Dias e Mestre Leoni em foto divulgada pelo faixa-preta e colunista da TATAME (Foto divulgação)

    Por Luiz Dias

    Eu gosto muito de ouvir as histórias do início do Jiu-Jitsu aqui no Rio. Sempre é uma aula, escutar suas memórias dos treinos na academia Gracie da Av. Rio Branco, encontrar o GM Álvaro Barreto em campeonatos, escutar fatos narrados por outros GMs, como o GM João Alberto Barreto, GM Robson Gracie, GM Leoni Nascimento, são oportunidades pra conhecer episódios marcantes que ajudaram a construir com orgulho a força da nossa arte suave.

    Ouvir deles muitos episódios de épocas passadas ou momentos de seus treinos e recontar aos nossos alunos e amigos é uma forma de manter uma memória coletiva pela tradição oral do nosso Jiu-Jitsu, que devemos preservar e perpetuar para as gerações mais novas. É um passado que não pode ser esquecido. Todos nós somos reflexos dessa bonita história, que começou há idos tempos. Acredito que nesses momentos em que o professor fala de episódios vividos por ele ou por seu mestre, devemos ouvir com a atenção que merece. Ao escutar e repetirmos depois, em outras conversas, mantemos viva a nossa cultura.

    Podemos, hoje em dia, ter CDs e DVDs que podem ajudar a desenvolver nossas técnicas, mas ouvir as histórias desses mestres são momentos únicos. Quem já vivenciou esse momento sabe do que estou falando. Creio ser muito importante sabermos da origem e evolução da nossa arte e de fatos marcantes da história de nossos mestres. Memórias de treinos e campeonatos, e até mesmo de episódios fora das academias, são importantes.

    Lembro-me das lições em sua academia, onde ainda sem imaginar como o Jiu-Jitsu seria fundamental em minha vida, ia aprendendo os primeiros movimentos, posições, as lutas que me trouxeram vitórias e derrotas. Suas lições e “treinos com luvas de Boxe” no final, a adrenalina que sentia correr no sangue quando era a minha vez de calçar as luvas e lutar.

    Todos os lutadores têm suas lembranças particulares das lutas que marcaram na memória, que fazem parte da sua vida de lutador. Esse passado que moldou o presente e que é a base do futuro não pode deixar cair no esquecimento. Tenho certeza que existem muitos mestres que ainda guardam em suas lembranças muitos fatos que serviram de inspiração.

    Por mais que hoje seja possível acessar por diferentes mídias um infindável arsenal de posições de Jiu-Jitsu, a vivência só ocorre no dojo, ao lado do seu mestre, seus alunos e amigos. A emoção de ganhar a graduação. O momento em que se ganha a desejada faixa preta! Essas memórias só nascem em cima do dojo. Acredito que até mesmo os momentos difíceis que um lutador passa nos tatames servem para formar sua garra e capacidade de resiliência. São experiências que o lutador leva para a sua vida pessoal e passa para os seus alunos e amigos ao longo do tempo. Não podemos deixar que essas memórias sejam perdidas pelo tempo. Elas devem ser preservadas e perpetuadas por nós, sem dúvidas.

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome