Por Diogo Santarém

Um dos grandes nomes da sua geração na faixa marrom, Matheus Felipe, o “Ta Danado”, deu mais um passo importante na sua carreira. No último mês de agosto, o lutador da Checkmat foi graduado faixa-preta de Jiu-Jitsu, e em sua cerimônia, estiveram presentes ninguém menos do que Léo Vieira, um dos líderes da equipe, e Marcus Buchecha.

A graduação marca um novo momento para o jovem faixa-preta, que agora se testará entre os “tubarões” da arte suave. Porém, Matheus garante estar pronto, e em entrevista à TATAME, comentou sobre essa passagem e o que espera daqui pra frente nos torneios.

“Para mim, receber a faixa preta foi a certeza de estar trilhando o caminho certo. Me senti bastante abençoado por conseguir chegar a um objetivo que almejava desde a faixa branca. Assim que comecei no Jiu-Jitsu eu ganhei a faixa branca da minha irmã em uma segunda-feira, no sábado com cinco dias de treino, fiz minha primeira competição e fui campeão. Logo em seguida eu me apaixonei por aquela sensação de competir e comprei uma faixa preta, e disse pra mim mesmo que um dia eu chegaria lá”, disse, completando.

“Acredito que esse é um momento de mais responsabilidades. Desde a transição da faixa roxa para a marrom, eu e os meus professores Bruno Barreto e Thiago Barreto já projetávamos um bom caminho a ser trilhado até a minha faixa preta, onde tudo que imaginamos e trilhamos com muita dificuldade deu certo. Obtive bons resultados, consegui conquistar os títulos mais importantes do esporte na minha faixa e ser campeão mundial pesadíssimo nas duas maiores federações do mundo, a IBJJF e a UAEJJF, e ainda consegui me consagrar campeão do ranking mundial da UAEJJF. Então, só posso agradecer a todos”.

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Atualmente morando na Califórnia, Estados Unidos, Matheus Felipe vem treinando na companhia do recordista e 11 vezes campeão mundial Marcus Buchecha. Com a inspiração ao lado, o brasileiro projeta sua estreia na faixa preta no Abu Dhabi Grand Slam de Los Angeles (EUA), competição organizada pela UAEJJF e marcada para 22 e 23 de setembro.

“O Marcus (Buchecha) é um cara muito simples. Quem convive diariamente com ele ou o conhece sabe que ele é um cara de bom coração, sempre disposto a ajudar todos, e graças a Deus temos um bom relacionamento dentro e fora do tatame. Hoje, após eu me mudar para a Califórnia (EUA), treinamos diariamente juntos e é muito bom ter a oportunidade de treinar com ele. A única parte ruim é que ele me bate mais do que a minha mãe quando eu aprontava na escola (risos). Mas como já dizem os mais experientes, é apanhando que se aprende. Então, estou aprendendo bastante com ele”, ressaltou o jovem faixa-preta, lembrando ainda a oportunidade de treinar com um parceiro de alto nível e uma inspiração.

“Gosto muito de treinar com ele pois, além de sermos da mesma divisão, todo treino é um aprendizado diferente. E se é uma motivação? Claro que é. Treinar com o melhor do mundo me motiva todos os dias a me superar diariamente e ver o quanto eu ainda preciso evoluir e crescer no esporte. É um privilégio para poucos, onde estou sendo abençoado”.