Virna Jandiroba explica finalização no Invicta 31 e mantém humildade: ‘Tenho muito que evoluir ainda’; veja

Publicado em 06/09/2018 por: Diogo Santarém
Virna Jandiroba explica finalização no Invicta 31 e mantém humildade: ‘Tenho muito que evoluir ainda’; veja Apesar do bom momento, Virna Jandiroba mantém os pés no chão quando o quesito é evolução (Foto Invicta FC)

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Por Gabriel Carvalho

A brasileira Virna Jandiroba segue com sua invencibilidade no MMA. Em seu compromisso mais recente, ela concluiu a defesa do cinturão dos palhas do Invicta FC, finalizando a compatriota Janaísa Morandin com um katagatame no segundo assalto pela edição 31.

Em entrevista à TATAME, Virna contou sobre a finalização na gaúcha. Com 11 vitórias por meio de chaves ou estrangulamentos, ela explicou o plano de jogo proposto para a luta.

“Íamos lutar com a Janaísa anteriormente, mas acabou que ela se machucou e eu peguei a Mizuki (Inoue), acabou trocando. Apenas demos continuidade ao plano e a estratégia que era a mesma: botar pra baixo. Buscamos algumas coisas específicas do jogo da Janaísa, mas focando também no meu forte, que é o chão. Então, acho que essa foi uma das lutas em que tudo saiu como planejamos, seguimos a risca, estratégia saiu como esperado. Estávamos buscando uma finalização, esperando uma, e saiu como planejávamos. Estávamos treinando muito katagatame, então acho que o trabalho foi feito muito bem”.

Com o resultado no Invicta 31, Jandiroba – 30 anos – segue sem saber o que é perder como lutadora profissional de MMA, agora com 14 triunfos, sendo 11 deles por finalização.

Confira na íntegra a entrevista com Virna Jandiroba:

– Lado psicológico antes das lutas

É inegável que há uma pressão e ela vai aumentando cada vez mais. Acabei de defender o cinturão, então me consolidando como campeã, aumenta-se a pressão, mas tenho pessoas muito boas ao meu lado que me mantém com os pés no chão, o que acho muito importante. Apontam os meus erros, o que é muito importante. Não passam a mão na minha cabeça, o que é muito importante, e tem os meus amigos também, que não se deslumbram com o que eu sou ou poderia ser, e acho que isso é fundamental, lembrar quem você é. Conto com o auxílio de um profissional para tratar essa parte psicológica, porque acho muitíssimo importante, tanto quanto a parte física e a técnica. Sabemos que muitos atletas perdem pra si mesmo, e enfim, acho muito importante essa questão.

– Probabilidade de ida ao Ultimate

Nós já esperamos a contratação do UFC há um tempo, mas ela vem demorando. Então, eu tenho buscado não criar tantas expectativas e viver o momento. O Invicta é um evento fantástico, trata as meninas com respeito, tem me tratado muito bem. Em menos de um ano, fiz três lutas, sendo duas delas como luta principal, então tenho muito que agradecer, estou vivendo um bom momento. Mas bem, se surgir o UFC, eu vou abraçar com certeza. É o sonho de todo atleta, mas se não, vou defender o cinturão quantas vezes for preciso.

– ‘Problema’ em enfrentar brasileiras

Eu não gosto muito de lutar com brasileiras. Se eu pudesse escolher, não escolheria lutar contra. Acho melhor a gente lutar com essa galera de fora, dominar o mundo, mas faz parte do MMA. Temos que ser profissionais e lutar como aconteceu comigo e a Janaísa. Mas, de fato, se pudesse escolher, não escolheria lutar, não. É o Brasil contra o mundo.

– Processo de evolução no MMA

Eu tenho muito para evoluir ainda. Já evolui um bocado e tenho muito pra evoluir ainda, essa é a parte boa. Se estamos ganhando da galera com o que nós temos, o céu é o limite. Não acho que sou a melhor do mundo, mas acho que estou entre as melhores. Acho que meu jogo de grappling, com certeza, é um dos melhores do mundo, disso aí não tenho dúvidas, mas sei que tenho muitíssimo a evoluir. Muito mesmo, e estou pronta para isso.

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