Pedro Munhoz ‘ignora’ ranking antes de luta com Bryan Caraway e afirma: ‘O foco é na minha apresentação’

    Em nono lugar, Pedro quer continuar subindo no ranking peso-galo do Ultimate (Foto Getty Images / UFC)

    Por Diogo Santarém

    Recuperado do revés sofrido para John Dodson, no início do ano, Pedro Munhoz vai em busca de sua segunda vitória consecutiva no peso-galo após derrotar Brett Johns no último mês de agosto. No próximo dia 30 de novembro, o brasileiro volta ao octógono do UFC para enfrentar Bryan Caraway em luta pelo TUF 28 Finale, em Las Vegas, Estados Unidos.

    As expectativas para o embate são as melhores possíveis segundo o peso-galo brasileiro. Em entrevista durante o último UFC São Paulo, juntamente de outros atletas, como o mineiro Paulo Borrachinha, Pedro aproveitou para analisar sua situação na categoria, onde atualmente é o nono colocado, e comentar o trabalho de “business” do Ultimate.

    “O UFC é um negócio, e o que eles gostam, por exemplo, são atletas como eu e o Paulo – entre outros, claro. Ele (Borrachinha) é um nocauteador e eu sou um finalizador, então, por ser um negócio, o UFC precisa de lutadores que chamam atenção. Além das lutas atraentes, também tenho visto a questão da polêmica em alta hoje em dia”, afirmou.

    Sobre o fato do seu adversário, Bryan Caraway, não estar nem mais ranqueado na categoria dos galos, Munhoz desconversou, deixando de lado a importância do ranking.

    “Ele tinha uma posição melhor no ranking a um tempo atrás, mas eu não vou muito pelo ranking de qualquer forma, não é feito pelo UFC, é feito por jornalistas, então pra mim cada luta é uma luta. Meu foco agora é me apresentar o melhor possível no dia 30 de novembro e, seguindo, mais cedo ou mais tarde, chegar em uma disputa de cinturão”.

    Atualmente morando nos Estados Unidos, onde treina na American Top Team (ATT), uma das maiores equipes de artes marciais do mundo, Pedro também falou sobre as principais diferenças dos treinos de MMA no Brasil e fora dele, ressaltando a superioridade americana.

    “Na minha opinião, tem uma diferença grande, principalmente em São Paulo. Não sei como é em Minas Gerais aonde o Borrachinha treina, mas em São Paulo o MMA é um pouco fraco. Temos um Muay Thai excelente, um Jiu-Jitsu excelente, mas o MMA é uma escola diferente, então até por isso eu escolhi ir pra fora. Lá, principalmente na parte de equipamento, material humano, tecnologia, tudo é de primeira linha, além da própria qualidade de vida, onde o atleta pode se preocupar só com o seu treinamento”, encerrou.

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