Em ação no UFC Argentina, Pantoja analisa possível ‘fim’ dos moscas na organização: ‘Muita tristeza’

    Alexandre Pantoja não escondeu seu desconforto com a situação da categoria dos moscas (Foto: Getty Images)

    Por Gabriel Carvalho

    Agendado para acontecer neste sábado (17), em Buenos Aires, na Argentina, o UFC Fight Night 140 contará com seis brasileiros em ação. Um deles será Alexandre Pantoja, que vai enfrentar o japonês Yuta Sasaki no card do evento, o primeiro do Ultimate em território argentino.

    Vindo de vitória sobre Brandon Moreno em sua última apresentação, Pantoja vem embalado para o confronto. O futuro do brasileiro na franquia, todavia, é incerto. Isto porque o UFC pretende “dar fim” à categoria peso-mosca, o que pode causar a dispensa do atleta, caso Alexandre não seja convidado a subir para a divisão dos galos. Em entrevista à TATAME, o carioca falou sobre a possibilidade, e lamentou a possível medida adotada pelo Ultimate.

    “O UFC não se pronunciou ainda. Vazaram algumas notícias, informações que alguns sites divulgaram. E chegou com muita tristeza para todos nós, não só para os lutadores que fazem parte do UFC, mas pra muitos lutadores que querem alcançar o UFC, que é o maior evento do mundo. Acho isso muito mal para o UFC, tem muita gente querendo entrar e, com isso, o sonho seria apagado. Como o esporte vai evoluindo, teria que ter mais divisões, e não menos”, analisou o lutador.

    Confira a entrevista completa com Alexandre Pantoja:

    – Preparação para luta na Argentina

    Desde o começo do ano, da luta que tive em Boston, eu fiquei nos Estados Unidos. Eu fui para a American Top Team, tive um camp muito bom. Depois da minha luta no Chile, eu fui para casa, fiquei cerca de dois meses e retornei para treinar na American Top Team de novo. Então, quando eu recebi a notícia, já estava treinando bem e foi só aumentar o ritmo de treino para chegar bem nessa luta.

    – Vantagens de treinar na American Top Team

    Principalmente por estar nos Estados Unidos, isso facilita muito o trabalho deles. Tanto com o preço das coisas, acessibilidade e tudo que oferecem. A estrutura deles é enorme, muito por causa disso, pela facilidade que se encontra nos Estados Unidos. Aqui na American Top Team, são 16 coaches. Tem três de Muay Thai, três de Boxe, três de Jiu-Jitsu, preparador físico e por aí vai. É uma equipe muito grande, fora que são 150 atletas profissionais de MMA que treinam na academia. Só do meu peso no UFC tem uns quatro, com outros eventos tem mais uns dez. Tenho 15 atletas pra poder treinar, fora as outras categorias. Estou no lugar certo mesmo.

    – Análise da luta no UFC Argentina

    Eu costumo lutar de uma forma só, vou para a luta tranquilo e faço bem meu trabalho. Gosto muito de trocar porrada, não é muito saudável, mas é o que gosto de fazer. Porque acho que é o que os fãs gostam de ver, um espetáculo. Geralmente o meu adversário tenta anular esse jogo, porque, de certa forma, tenho muita agressividade, vou pra frente, quero o combate. Contra o meu adversário, não preparei nada de especial. Foi uma luta em que treinei muito com os meus amigos de treino tentando imitar ele, lutando como canhotos. Nunca lutei contra um canhoto e um cara tão alto. Acho que vai ser um bom desafio para mim, mas vou procurar impor meu jogo, ir sempre pra cima, bater forte. Se quiser levar para o chão, o que acho difícil, porque treinei muito bem, tenho jogo de solo muito bom e vai ser ruim pra ele.

    – Estilo de luta

    Eu sempre entro na luta para finalizar, para acabar rápido. Acredito que ele não vai aguentar a pressão que eu vou botar, eu estou treinando muito forte, muito focado, muito a fim desta luta. Eu sei que o japonês tem uma filosofia bem parecida com a nossa, que é de não desistir, mas acho que isso vai mudar neste sábado.

    – Fim da divisão peso-mosca no UFC

    O UFC não se pronunciou ainda. Vazaram algumas notícias, informações que alguns sites divulgaram. E chegou com muita tristeza para todos nós, não só para os lutadores que fazem parte do UFC, mas pra muitos lutadores que querem alcançar o UFC, que é o maior evento do mundo. Acho isso muito mal para o UFC, tem muita gente querendo entrar e, com isso, o sonho seria apagado. Como o esporte vai evoluindo, teria que ter mais divisões, e não menos. Caso se concretize desta forma, eu buscaria subir de peso, se eu fosse convidado a subir, para continuar no plantel do UFC, seria mais interessante pra mim.

    – Possível subida para o peso-galo

    Eu acho que posso dar muito trabalho no peso-galo. Estaria muito mais forte que os meus adversários. Não mais pesado, mas mais forte e mais hidratado. E com certeza faria muito barulho nessa divisão.

    CARD COMPLETO:

    UFC Fight Night 140
    Buenos Aires, na Argentina
    Sábado, 17 de novembro de 2018

    Card principal
    Peso-leve: Santiago Ponzinnibio x Neil Magny
    Peso-pena: Ricardo Lamas x Darren Elkins
    Peso-meio-pesado: Khalil Rountree x Johnny Walker
    Peso-médio: Cezar Mutante x Ian Heinisch
    Peso-galo: Guido Cannetti x Marlon Vera
    Peso-palha: Cynthia Calvillo x Poliana Botelho

    Card preliminar
    Peso-meio-médio: Michel Trator x Bartosz Fabinski
    Peso-mosca: Alexandre Pantoja x Ulka Sasaki
    Peso-pena: Humberto Bandenay x Austin Arnett
    Peso-meio-médio: Laureano Staropoli x Hector Aldana
    Peso-leve: Devin Powell x Jesús Pinedo
    Peso-pena: Nad Narimani x Anderson Berinja

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