Campeão em sua ‘volta’, Rodolfo Vieira revela: ‘Fazia tempo que não ganhava tanto dinheiro no Jiu-Jitsu’

    Rodolfo Vieira e sua irmã foram campeões, recebendo US$ 30 mil cada (Foto Ivan Trindade)

    Por Yago Rédua

    Multicampeão no Jiu-Jitsu e atualmente lutando MMA, Rodolfo Vieira fez a alegria dos seus fãs e, no final de outubro, voltou às competições de quimono para a disputa do torneio Black Belt CBD Invitational, realizado em Las Vegas (EUA). Mesmo sem competir de quimono há quatro anos, o faixa-preta teve uma boa atuação e saiu campeão, vencendo a fera Mahamed Aly na final do GP dos Pesados e faturando o gordo prêmio de US$ 30 mil.

    O feito foi ainda mais especial para Rodolfo já que sua irmã, Ana Carolina Vieira, também entrou em ação no campeonato e foi campeã no GP feminino. Em entrevista exclusiva à TATAME, a fera da GFTeam falou sobre a emoção de ter voltado a competir na modalidade.

    “Foi maneiro pra caramba voltar a sentir a adrenalina de lutar de quimono. Me senti até um pouco estranho na área de aquecimento, não acreditava que eu estava ali para lutar Jiu-Jitsu. Foi maravilhoso matar a saudade, claro”, afirmou o carioca, faixa-preta da GFTeam.

    Confira a entrevista completa com Rodolfo Vieira:

    – Como foi voltar a lutar de quimono após quatro anos longe

    Foi maneiro pra caramba voltar a sentir a adrenalina de lutar de quimono. Me senti até um pouco estranho na área de aquecimento, não acreditava que eu estava ali para lutar Jiu-Jitsu. Foi maravilhoso matar a saudade, claro. A dificuldade que eu senti foi na regra, que era um pouco diferente. Nunca tinha lutado naquele formato, mas foi boa a experiência.

    – Qual análise você faz da final contra o duro Mahamed Aly

    Foi uma luta como eu já esperava. Ele (Mahamed Aly) não para, luta pra frente o tempo todo. Eu sabia que seria uma guerra desde o início, e isso se cumpriu, com certeza.

    – Como foi bloquear as investidas de alguém forte como o Aly

    Foi bem difícil fazer guarda com aquele cavalo durante três rounds (risos). Eu sabia que não tinha muita chance de derrubar, e como eu tinha treinado bastante guarda, decidi puxar. Até mesmo pra luta não ficar aquela coisa horrorosa que a gente tem visto aí. Quero fazer sempre uma luta boa e pra frente. No final, eu só usei meu Jiu-Jitsu e coração para segurar ele. Não tinha mais aquela pujança para raspar, ele tava muito pesado.

    – Cansaço pós-luta maior atuando no Jiu-Jitsu ou no MMA

    Difícil falar, porque as minhas lutas de MMA têm terminado mais rápido. Mas, sem dúvida, o MMA me cansa mais. O Jiu-Jitsu está no sangue, né? Muito tempo competindo e treinando, já sei mais ou menos o que fazer, não tem mistérios em relação ao combate.

    – Premiação gorda e incomum de US$ 30 mil para o campeão

    A premiação foi ótima! Fazia tempo que eu não ganhava tanto dinheiro assim no Jiu-Jitsu. Acho que a última vez foi em Abu Dhabi, em 2013 (risos). O Jiu-Jitsu não para de crescer, está se profissionalizando cada vez mais e isso me deixa muito contente. O céu e o limite.

    – Sentimento de competir com mais frequência no Jiu-Jitsu

    Se aparecer outra boa proposta, quem sabe, né? Mas tenho contrato com o ACB, fechei três lutas sem quimono e três de MMA. De MMA, falta apenas mais uma, que devo fazer em janeiro ou fevereiro. Ainda não decidimos, vai depender mesmo do ACB agora.

    – Como é sua relação com os organizadores do ACB

    Eles deram uma parada nos eventos de Jiu-Jitsu, mas não sei por qual motivo. Minha relação com eles é ótima, sou muito bem tratado no evento. Não só eu, todos os atletas são bem tratados por eles. É um evento que veio para fazer a diferença e tem mudado a vida de muitos atletas brasileiros que tem a arte suave como profissão, com certeza.

    – Como foi competir e ser campeão junto com sua irmã

    Isso pesou mais do que os 30 mil dólares. Eu estava bem nervoso por estar competindo pela primeira vez ao lado dela como faixa preta. Eu só pensava em ganhar pra estar ao lado dela no final, para tiramos a foto com o cinturão e o nosso cheque (risos). Mas, se eu perdesse, estaria feliz por ela de qualquer jeito. Fiquei amarradão com ela sendo campeã.

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