Ana Carolina Vieira analisa título no Black Belt CBD e exalta premiação igual para homens e mulheres

Publicado em 28/11/2018 por: Diogo Santarém
Ana Carolina Vieira analisa título no Black Belt CBD e exalta premiação igual para homens e mulheres Black Belt CBD pagou premiação igual para seus três campeões, homem ou mulher (Foto reprodução Instagram)

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Por Diogo Santarém

Vivendo grande fase, Ana Carolina Vieira conquistou o maior prêmio da sua carreira na arte suave no último mês de outubro, quando brilhou no Black Belt CBD e, além do título no GP feminino, também levou para casa a quantia de US$ 30 mil. Como “extra”, a faixa-preta da GFTeam ainda teve a chance de ser campeã ao lado do seu irmão, Rodolfo Vieira, que conquistou o GP entre os homens em sua volta aos tatames após quatro anos.

Em entrevista exclusiva à TATAME, “Baby”, como é conhecida a irmã mais nova do casca-grossa Rodolfo, comentou sobre a sensação de faturar uma premiação tão relevante e, em uma oportunidade rara no meio do Jiu-Jitsu, com o mesmo valor para homens e mulheres.

“Poxa, foi incrível lutar o primeiro evento a pagar mesma bolsa para homens e mulheres. Senti que estava lá representando toda a comunidade feminina. O que o Black Belt CBD fez abriu, sem dúvidas, muitas portas. Lutamos há muito tempo por igualdade, é injusto demais termos menos reconhecimento que homens só por sermos mulheres. Espero que as organizações se espelhem e comecem a nos valorizar da maneira que merecemos”, disse.

Em sua campanha até o título, Ana Carolina eliminou Gabrielle McComb para garantir vaga na decisão. A outra finalista foi Luiza Monteiro, que finalizou Catherine Perret com uma chave de braço. Já na final, “Baby” venceu a atleta da Atos Jiu-Jitsu por pontos.

“Lembro da Gabi (McComb) de faixa azul, sempre foi dura e está chegando com tudo agora. Achei difícil estabilizar as posições nela, ela briga pra caramba, mas graças a Deus tive bons momentos na luta e ainda consegui a finalização no final”, contou, completando.

“Nossa, lutar com a Luiza (Monteiro) foi irado! Minha primeira luta como faixa-preta foi com ela, na Guatemala, dois anos atrás, e só nos encontramos agora de novo. Admiro ela como atleta e pessoa, sabia que seria uma luta difícil, ela é perigosa, tem bote de pé e joelho, então sabia que ia ter que estar ligada o tempo todo. No início do terceiro round ela encaixou um leglock muito justo, eu senti estalar tudo, mas na hora não pensei em bater, estava ganhando e acreditei que daria para ser campeã o tempo todo”, encerrou a campeã.

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