Após saída de Demetrious, brasileiros falam sobre o futuro dos moscas no UFC

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 03/11/2018
Após saída de Demetrious, brasileiros falam sobre o futuro dos moscas no UFC Wilson desafiou Johnson, mas terminou a luta finalizado pelo ex-campeão dos moscas (Foto: Getty Images)

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Por Yago Rédua

Na última semana, a especulação sobre a inédita troca entre UFC e ONE Championship por Demetrious Johnson e Ben Askren pegou todos no MMA de surpresa. Nesta semana, o negócio foi sacramentado pelas organizações. “Mighty Mouse” deixa o Ultimate após perder o título em agosto, entretanto, o norte-americano teve o recorde na franquia de 11 defesas seguidas de cinturão nos moscas e figurou como número um no ranking peso-por-peso.

A TATAME conversou com dois importantes brasileiros que lutam na divisão até 57kg do UFC: Jussier Formiga, atual número 1 do ranking, e Wilson Reis, ex-desafiante ao título. Ambos citaram o “business” e a “valorização” como trunfo da franquia asiática para levar Johnson.

“A saída do Demetrious eu analiso como business, talvez ela tenha recebido uma oferta maior do que ganharia no UFC. Ele foi inteligente e foi para o ONE. Acho que ele está certo, se ele for mais valorizado por outro evento, tem que ir para o lugar que será valorizado, já que o UFC não o valorizava tanto. Eu, no lugar dele, como ex-campeão, também faria a mesma coisa, se o UFC não me valorizasse”, disse Formiga, assim como Wilson Reis.

“Eu sei muito pouco das negociações da saída do Demetrious para o ONE Championship, mas eu acredito que isso já deveria ser algo que ele pensasse, pelo treinador dele fazer parte da organização (ONE). Ele é importante lá e sempre tiveram uma ligação, além de algo financeiro muito bom. Foi uma surpresa para todos, mas algo inteligente para ele nesse momento da carreira”, afirmou o lutador, que aparece na sétima posição da divisão.

Futuro da divisão dos moscas

Formiga vê como positiva a saída de Johnson da organização e acredita que vai ter a tão sonhada chance de disputar o título contra o campeão Henry Cejudo. Os dois já lutaram em novembro de 2015 e, na ocasião, o norte-americano levou a melhor por decisão dividida.

“Temer (a saída de Johnson) de forma alguma, pelo contrário. Se o Demetrious saiu, foi até melhor para mim. Eu virei o contender número um (dos moscas). Era o número dois. Vou ser o cara para enfrentar o Cejudo (campeão), não tem como ele correr e vamos ter que lutar. Não tenho o porquê temer (UFC encerrar a divisão). Venho num momento muito bom da minha carreira. Acho que é um momento para eu aproveitar a oportunidade”, disse Jussier.

Jussier Formiga vem de vitória sobre Sergio Pettis e quer a oportunidade do title shot (Foto: Getty Images)

Por outro lado, Wilson tem um discurso mais cauteloso. O lutador contou que ouviu rumores sobre, inclusive, o ONE comprar toda a divisão. No entanto, o mineiro, que já lutou pelo cinturão e foi finalizado por Johnson, garantiu que deseja ficar no UFC.

“Eu escutei rumores sobre o ONE comprar toda a categoria ou acabarem com ela (divisão). Estou rezando para que isso não aconteça, porque amo lutar no UFC, amo lutar na categoria até 57kg. Mas, estou esperando para ver o que vai acontecer e as novidades que vêm por aí. Acho que o público geral, não sei o motivo, não gosta muito da categoria (dos moscas). É uma divisão muito interessante e o UFC, por ser o maior evento de lutas do mundo, precisa ter todas as categorias em seu elenco”, concluiu o mineiro.

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