Aliviado por voltar a vencer no UFC e espantar má fase, Wilson Reis revela: ‘Indo feliz para a próxima luta’

    Wilson Reis voltou a vencer e ocupa agora a sexta posição na divisão dos moscas (Foto: Getty Images)

    Por Yago Rédua

    Após uma sequência de três derrotas seguidas, Wilson Reis voltou a sentir o sabor da vitória no UFC Adelaide, no começo de dezembro. O brasileiro, de quebra, afastou a pressão de uma possível demissão da organização. Em conversa com à TATAME, o peso-mosca fez uma análise do triunfo diante de Ben Nguyen por decisão unânime.

    O mineiro disse que enfrentou dificuldades para manter o norte-americano no chão e trabalhar o ground and pound, mas conseguiu impor o seu ritmo na luta e vencer a batalha. Wilson destacou a movimentação e finta para “quebrar” o jogo do oponente.

    “Eu tive uma luta muito boa com o Ben (Nguyen). Lutei na pressão, que é uma característica muito grande minha, para conectar golpes e chegar nas costas para derrubar e executar o Jiu-Jitsu. Mas o Ben estava bem treinado, tive dificuldades para mante-lo no chão, para tentar trabalhar o ground and pound e finalização. Busquei a luta o tempo todo. Ele estava com cotovelo forte, mas não senti a mão dele tão forte. É um cara que é perigoso o tempo inteiro. Eu fiz um trabalho muito bom de movimentação para tentar confundir, sabia que tinha que fazer fintas para confundi-lo e tentar quebrar a troca de bases dele. Foi uma luta dura, mas estou indo feliz para a próxima luta”, destacou.

    Confira a entrevista na íntegra com Wilson Reis:

    – Preparação forte para luta

    Eu estava bem treinado, porque já venho treinando há, praticamente, cinco meses. Lutei em abril a última vez. Ali, desde junho, vinha num ritmo forte. Fui para o Brasil, fiquei uma temporada em Belo Horizonte para treinar Boxe e Muay Thai. Isso me deu uma base boa. A parte física estou fazendo com o UFC, com o Caio que é do Instituto do UFC. Estava muito mais forte e explosivo, graças a esse programa. Perdi peso muito bem, estava rápido e com muito vigor. Foi um camp perfeito. Depois aprimorei o meu jogo em San Diego (EUA).

    – Fator psicológico diante das derrotas

    Essa parte psicológica foi a mais tranquila. Eu tinha que corrigir os erros e treinar. Eu assisti muito mais as lutas que eu perdi, do que as lutas do Ben. Eu já sabia um pouco do estilo dele, mas eu queria saber o que eu estava fazendo de errado para não cometer novamente e pensando que ele (Ben) poderia explorar esses erros. Eu sabia que estava na corda-bamba dentro do Ultimate, mas não poderia perder mais uma vez.

    – Desejo de lutar no começo de 2019

    Eu espero voltar rápido ao UFC, quero ver quem eles vão me oferecer. Eu fico muito tempo sem lutar, estou conversando com eles para que isso não aconteça. Estou sempre treinando, ativo e saudável. Espero no máximo em março e abril lutar, quero aproveitar essa fase boa. Estou rezando para que e categoria continue e que eu possa ser campeão.

    – Sem definição do UFC com o fim da divisão

    O UFC não falou nada, nada… (sobre futuro da divisão peso-mosca). Estava ansioso para saber algo, esperando que falassem, mas não falaram nada. Estou feliz porque eu consegui a vitória, um cara que tem nome na divisão também. Agora dá pra gente negociar.

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