Marcos Pezão revela lesão no mão e comemora vitória no UFC 230: ‘Tenho muito mais para render’

Publicado em 07/12/2018 por: Gabriel gabriel
Marcos Pezão revela lesão no mão e comemora vitória no UFC 230: ‘Tenho muito mais para render’ Marcos Pezão retornou ao UFC no peso-pesado e com boa vitória (Foto: Getty Images)

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Por Gabriel Carvalho

Marcos Pezão conquistou uma importante vitória no UFC 230, realizado em novembro. Após 20 meses afastado do octógono, o paulista retornou ao peso-pesado e venceu o polonês Adam Wieczorek por decisão unânime dos juízes, retomando ao caminho das vitórias depois de passar por um escândalo de doping, no qual foi inocentado.

Em entrevista à TATAME, Pezão falou sobre a decisão de voltar para a divisão até 120kg, na qual já tinha feito lutas de Kickboxing e MMA. Marcos destacou que se sentiu melhor com seu corpo e pôde relaxar antes da luta, coisa que não conseguia lutando no meio-pesado.

“Essa volta para os pesados foi muito boa. É uma categoria que eu já estava habituado a lutar no Kickboxing. No MMA, as primeiras lutas que fiz foram de peso-pesado, e logo em seguida eu baixei, mas as três primeiras lutas que fiz foram no peso-pesado. Entrei no TUF também de pesado, mas logo que entrei no UFC, achei melhor baixar e agora estou voltando. Tive muitos problemas nas minhas últimas três lutas, tive problema pra bater o peso, em duas não bati, estava muito desgastante. Senti meu corpo super bem nos treinos, consegui render bastante. A maioria da galera que treino na American Top Team é peso-pesado, a galera aqui de São Paulo também. Já estou acostumado com a força e o punch desta categoria, que pra mim não muda muito. Foi ótimo, consegui curtir a viagem, treinei todos os dias bem, estava focado, estava firme. Consegui ter momentos de relax, que eram coisas que eu não tinha quando lutava na categoria até 93kg. Foi super proveitosa essa subida”, contou o paulista, de 33 anos de idade.

Confira a entrevista na íntegra:

– Evolução no solo

A especialidade dele era Jiu-Jitsu, mas sou um faixa-preta de Jiu-Jitsu brasileiro, treino em uma das maiores equipes do mundo, que é a Cícero Costha, com o Cícero e o Thiago Barros. Quando eu tive problema de doping, eu dei bastante ênfase na luta agarrada, no Wrestling, no Jiu-Jitsu e foi muito bom pra mim. Eu ainda não tinha me apresentado desta forma no UFC, como me apresentei. A luta foi quase toda no clinch, consegui defender as quedas. No começo, ele me derrubou, mas logo em seguida estava bem consciente, consegui levantar, consegui colocar ele pra baixo, fazer a inversão. Eu tenho bastante pressão, gosto de fazer esse jogo de Wrestling com porrada. Só não consegui bater muito, tive uns problemas ali antes da luta, mas consegui colocar pressão e ganhar os três rounds bem.

– Possível falta de ritmo

O ritmo de luta eu não senti, porque eu estava muito tranquilo. Eu fiquei um ano e oito meses parado, mas eu estava treinando, treinei todos os dias também. Estava competindo Jiu-Jitsu, entrei em algumas competições e isso foi muito bom pra mim, consegui bons resultados lutando de quimono. Não senti muito, consegui ir lá, fazer meu jogo. Eu estava muito mais saudável, acho que foi a minha melhor performance no UFC. Dizendo em tudo, minha cabeça estava muito boa, eu estava muito tranquilo, relaxado e não senti esse tempo parado.

– Projeções para 2019

Eu quero lutar o mais rápido possível, estou me sentindo bem. Estou com uma lesãozinha na mão, mas está curando já. Quero lutar o mais rápido possível. Com certeza tenho muito pra render nesta categoria. Vamos lá, vamos esperar. Se eu puder fazer quatro, cinco ou seis lutas, vamos fazer. Estou sempre treinando, me mantendo focado e à disposição.

– Análise de performance

A minha performance, pra mim, foi muito boa. Ele entrou faltando vinte dias para a luta, eu iria lutar contra o Ruslan Magomedov, mas ele saiu da luta. A minha performance foi boa, tive um problema antes da luta, que acabei quebrando a mão. Fraturei minha mão antes de começar a luta. Eu entro e dou três porradas no cage, e nessa hora minha mão deu uma torcida e senti minha mão doer muito. Aí foi o tempo dele entrar, até segurei minha mão direita ali. Eu poderia ter lutado muito melhor, levando em consideração os treinos, o que eu treino, poderia ter ido melhor. Mas minha performance foi boa, fui superior o tempo todo, não corri riscos, mas tenho muito mais para render nesta categoria.

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