Karen Antunes planeja defesa de título mundial e ‘teste’ no absoluto em 2019: ‘Meu grande desafio’

    Karen Antunes planeja mais um ano vitorioso em sua carreira no Jiu-Jitsu (Foto: Vitor Freitas)

    Por Vitor Freitas

    Karen Antunes, 33 anos, está no auge da carreira, dentro e fora dos tatames. A estrela da Checkmat, atual campeã mundial mundial e pan-americana no peso pluma faixa-preta adulto, conquistou medalhas importantes depois da sua maior realização pessoal. Ao lado do seu esposo e professor, Mayko Araújo, tiveram a primeira herdeira da família: a jovem Alice.

    Karen, que hoje se sente realizada profissionalmente, conta, de forma exclusiva à TATAME, como funciona a rotina de uma estrela do Jiu-Jitsu aliada a criação de sua filha. Além disso, a atleta conta o segredo do seu sucesso: apontar prioridades.

    “Como atleta, eu realizei meus maiores sonhos, sou campeã pan-americana e mundial na faixa-preta. Era algo que almejava desde que entendi o que era Jiu-Jitsu. Eu treinei muito, me dediquei, abdiquei de tudo que não envolvia Jiu-Jitsu na minha vida para chegar lá e o mais engraçado que os títulos só vieram depois que fui mãe, onde treinar e colocar o Jiu-Jitsu em primeiro lugar deixou de ser minha realidade e prioridade. O segredo foi deixar a pressão de lado, deu tudo certo”, detalhou Karen, faixa-preta desde 2014.

    Karen pretende continuar a carreira de atleta, mas os objetivos agora são outros: aumentar a coleção de medalhas no peso pluma e testar seu Jiu-Jitsu no absoluto, divisão aberta para todos os pesos, do Mundial 2019, no início de junho, na Califórnia (EUA).

    “Meu grande desafio para este ano é me inscrever e lutar o absoluto. Eu quero muito me testar competindo com as meninas mais pesadas. Quero defender meu título também, estou me preparando desde agora”, disse a campeã, que volta a lutar no Los Angeles Pro, marcado para março, em Los Angeles, na Califórnia.

    Karen, adepta a boa alimentação, aproveita para destrinchar como funciona sua rotina de treinos nos Estados Unidos.

    “É puxado, treinar, dar aula e ter sempre disposição para ambos. Mas hoje escuto muito meu corpo e não me cobro tanto por quantidade de treino, mas sim, pela qualidade. Percebi, depois de muitos anos, que o meu organismo funciona melhor assim. Ao invés de treinar Jiu-Jitsu forte 4 horas por dia, prefiro fazer um treino puxado e alguma preparação física”, finalizou.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome