‘Baby’ revela mudanças antes de luta em Fortaleza: ‘Não levava a carreira a sério’

Publicado em 30/01/2019 por: Nilmon
‘Baby’ revela mudanças antes de luta em Fortaleza: ‘Não levava a carreira a sério’

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Por Mateus Machado

A estreia no UFC com um nocaute ainda no primeiro round empolgou Júnior “Baby” Albini e os fãs brasileiros de MMA, carentes de novos valores na categoria peso-pesado. A sequência do lutador Paranaguá, no entanto, não foi animadora, com derrotas para os experientes Andrei Arlovski e Alexey Oleynik. Para não emplacar um novo revés e não encarar a possibilidade de uma demissão, “Baby” buscará um recomeço neste sábado (2), no UFC Fortaleza.

Diante de Jairzinho Rozenstruik, que fará sua estreia na organização, o brasileiro garante uma nova versão de si mesmo. Já ambientado ao Ultimate, o lutador traçou metas importantes para sua carreira e partiu para os Estados Unidos, onde fez parte do seu camp na American Top Team. Em entrevista à TATAME, Júnior revelou que não estava levando a carreira tão a sério e que a ida para a ATT representa um recomeço.

“Tive que sair da minha zona de conforto, deixar minha mulher e minha filha para buscar treino na American Top Team, nos Estados Unidos. Então acredito que, de certa forma, eu não estava levando tão a sério a minha carreira. Acredito muito nos meus treinadores aqui no Brasil, mas sem material humano para treinar comigo fica bem difícil de fazer qualquer tipo de trabalho. O primeiro passo para buscar uma sequência positiva eu dei, que foi mudar para uma equipe grande, organizar minha carreira e começar do zero. O grande passo já está sendo dado”, disse o brasileiro.

Confira a entrevista completa com Júnior “Baby” Albini:

– Quais fatores foram predominantes para as duas últimas derrotas?

Acredito que aceitei a luta contra o Andrei Arlovski muito rápido. Vim da luta contra o Tim Johnson e tive um desgaste físico e psicológico muito grande, por ser uma estreia no UFC, e, quando o UFC me ofereceu o Arlovski, me deixei levar muito pelo nome dele, porque seria uma grande oportunidade para me projetar na organização, por ser um grande nome, um monstro, todo mundo conhece o cara. Me vi na obrigação de aceitar a luta, mas acredito que foi de uma forma precoce, eu poderia ter esperado mais um pouco. Não me preparei nem 70% da forma que deveria para estar pronto, principalmente na parte psicológica, então eu acho que deveria ter esperado um pouco. Contra o Oleynik, eu estava bem, fiz um ótimo camp, estava numa boa forma, confiante, então acredito que foi fatalidade mesmo. Desses fatores, o que pesou foi ter aceitado lutar com o Arlovski de forma precoce. Contra o Oleynik foi acaso mesmo, algo que acontece no esporte, não tive muito o que fazer.

– O que você procurou mudar na preparação para a luta em Fortaleza?

Antes mesmo da luta contra o Oleynik, eu já estava acertado para fazer o meu próximo camp na American Top Team, mas como ele já treinava lá, eu não quis naquele momento. Mas para essa luta de Fortaleza, deu tudo certo. Fiz meu início de preparação no Brasil e as últimas quatro semanas, que são os treinos mais duros, eu fui para a ATT, que realmente é a melhor academia do mundo em relação a treinadores e material humano. Então, acredito que o diferencial dessa preparação é que eu realmente fui atrás do que, na minha opinião, era o melhor para mim.

– Qual análise você faz do seu adversário?

Apesar dele ter muita luta no Muay Thai, acredito que a experiência no MMA é diferente… A luva é diferente, o octógono é diferente. A gente viu o que aconteceu com outros atletas que vieram da luta em pé e estrearam no UFC, como o Gokhan Saki, por exemplo, que até ele mesmo já falou que tinha que se preparar melhor. É um ambiente diferente, então eu acredito que estou muito mais acostumado em relação ao meu adversário, não só na parte em pé, como também na luta agarrada. Mas, apesar de ser um grande diferencial, é lógico que não vou subestimar ele. Apesar de ter poucas lutas no MMA, ele tem muita luta no Muay Thai, então acho que ele tem consciência de como conduzir uma luta até o final. Mas é claro que no fator MMA eu levo vantagem.

– Como você vem lidando com uma possível demissão em caso de novo revés?

Sendo bem honesto, eu nem chego a pensar nisso. Acredito que não vai me influenciar, porque independentemente do que aconteça, estou muito feliz de estar lutando, é o que eu amo. Me preparei da melhor forma possível, estou bem, confiante e sabendo que vou dar meu máximo. Apesar do nervosismo e de tudo que envolve a luta, estou bem. Não vejo necessidade de colocar uma pressão a mais além do que a luta já oferece.

– Quais características do seu jogo você ainda não mostrou no UFC?

Vai depender muito do adversário, porque ele te obriga a apresentar ferramentas diferentes. Acredito que o Jairzinho é um cara que vou poder, certamente, mostrar coisas novas. Mas o que vai fazer eu mostrar mais o meu jogo é eu estar mais confiante, à vontade. A estreia foi um negócio bem pesado em relação a nervosismo, a segunda mais ainda, porque foi contra um grande nome. Na terceira, eu dei mole, mas eu estava me sentindo bem e senti que ia mostrar muita coisa boa ali. Agora estou bem confiante, por ter feito um ótimo camp, bem no peso, focado, então acredito que vou poder mostrar muita coisa legal. Tenho muita lenha para queimar no UFC ainda.

Com 27 anos, Junior garante que ainda tem ‘muita lenha’ a queimar no UFC (Foto: Getty Images)

– O que você vem fazendo para emplacar uma sequência positiva no UFC?

Vou procurar manter da mesma forma que eu mantive para esse camp. Tive que sair da minha zona de conforto, deixar minha mulher e minha filha para buscar treino na American Top Team, nos Estados Unidos. Então acredito que, de certa forma, eu não estava levando tão a sério a minha carreira. Acredito muito nos meus treinadores aqui no Brasil, mas sem material humano para treinar comigo fica bem difícil de fazer qualquer tipo de trabalho. O primeiro passo para buscar uma sequência positiva eu dei, que foi mudar para uma equipe grande, organizar minha carreira e começar do zero. O grande passo já está sendo dado.

CARD COMPLETO:

UFC Fortaleza
Sábado, 02 de fevereiro de 2019
Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza

Card principal
Peso-galo: Raphael Assunção x Marlon Moraes
Peso-pena: José Aldo x Renato Moicano
Peso-meio-médio: Demian Maia x Lyman Good
Peso-leve: Charles do Bronx x David Teymur
Peso-meio-pesado: Johnny Walker x Justin Ledet
Peso-palha: Livinha Souza x Sarah Frota

Card preliminar
Peso-médio: Anthony Hernandez x Markus Maluko
Peso-mosca: Mara Romero Borella x Taila Santos
Peso-meio-médio: Thiago Pitbull x Max Griffin
Peso-pesado: Júnior Albini x Jairzinho Rozenstruik
Peso-galo: Ricardo Carcacinha x Said Nurmagomedov
Peso-mosca: Magomed Bibulatov x Rogério Bontorin
Peso-pena: Geraldo de Freitas x Felipe Cabocão

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