Coluna da Arte Suave: o Jiu-Jitsu e seus ensinamentos espalhados pelo mundo; leia o artigo e opine

    Em seu novo artigo, o colunista Luiz Dias falou sobre sua experiência com o Jiu-Jitsu na Austrália (Foto divulgação)

    Por Luiz Dias

    O Jiu-Jitsu tem a capacidade de proporcionar boas amizades em qualquer lugar do mundo, e como sempre, durante as aulas, gosto de perguntar aos meus amigos de treino locais por qual motivo eles começaram a treinar Jiu-Jitsu e o que esperavam encontrar na nossa arte.

    Basicamente, ouço que além do condicionamento físico, o que mais eles acreditam que foi acrescentado em suas vidas foi o fortalecimento da autoconfiança e perceber que podem puxar seus limites, mesmo na vida pessoal. Esses são alguns dos benefícios trazidos pela prática da nossa arte suave. Eu, particularmente, não sei e nem consigo me ver sem o Jiu-Jitsu. Creio que a força interior, acreditar mais em mim mesmo, saber raciocinar com calma, mesmo sobre pressão, são alguns dos créditos que dou à nossa arte marcial.

    Estava dando mais um treino na academia Fight Club, do faixa-preta brasileiro Daniel Lima, na Gold Coast, Austrália, e no fim do treino, em conversa com o faixa-preta local Gavin Hain, estávamos vendo posições e, claro, o assunto era o Jiu-Jitsu. Então, na conversa, falávamos sobre alguns assuntos, muitas perguntas sobre o Brasil, é claro, mas sempre voltamos ao tema central, que é o desenvolvimento do nosso esporte ao redor do mundo.

    Concordamos como o Jiu-Jitsu é impactante em nossas vidas e nas palavras dele, ele expressou o que todos que praticam por um longo tempo sentem. “O Jiu-Jitsu mudou a minha em várias formas eu não sei aonde eu estaria sem ele agora. Eu venho treinando há anos e eu posso dizer que sou tão fissurado agora como era assim que entrei. Eu ensino BJJ todos os dias. Eu ensino e me sinto feliz por isso, não me vejo em outra vida”.  

    Acredito que essas palavras representam o sentimento de muitos lutadores brasileiros, professores ou não. Por isso, em todas as viagens que faço, eu levo meu quimono, porque além de treinar, mostrar posições, acabo aprendendo também. Eu vejo nesse intercâmbio um fator muito bom, e sempre volto para minha academia com posições novas e variações.

    Não importa qual é a sua faixa, essas visitas em academias podem ser muito proveitosas em todos os aspectos. Aqui na Gold Coast já existem também lutadoras de diferentes idades e muitas crianças começando bem cedo, o que é muito bom para a divulgação do Jiu-Jitsu. Conversando com australianos, brasileiros, neozelandeses e muçulmanos no mesmo dojo, você percebe como o Jiu-Jitsu integra as pessoas de diferentes culturas, e que naquele momento, todos querem aprender, treinar e praticar o esporte brasileiro.

    Essas amizades acabam passando dos tatames para a vida social. Creio que ensinar e aprender são os dois lados da mesma moeda. Não tem uma viagem que eu faça que não aprenda novas técnicas para ensinar em minha academia, como também deixo com eles posições que não conheciam até então. Como também sempre tento deixar a importância da Defesa Pessoal para o Jiu-Jitsu, muitas vezes esquecida até mesmo no nosso Brasil.  

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://http://gasjj.blogspot.com//. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

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