Na ponta dos cascos, Rafael Morcego esbanja confiança antes de sua primeira defesa de título no Pancrase

    Rafael Morcego vai para sua primeira defesa de cinturão na organização de MMA japonesa (Foto Pancrase)

    A estrada foi longa, mas o brasileiro Rafael “Morcego” Silva realizou um de seus sonhos: se tornar campeão de um grande evento de MMA. No ano passado, o catarinense faturou o cinturão do Pancrase, um dos eventos mais tradicionais do Japão, ao derrotar Masakatsu Ueda na decisão unânime. No próximo domingo (17), ele fará a sua primeira defesa de título contra o japonês Kenta Takizawa na edição 303 do Pancrase, realizada em Tóquio.

    “Fiquei muito feliz com esse título do Pancrase, pois é um evento reconhecido no mundo inteiro. Era o que faltava, foi a cereja do bolo na minha carreira. Agora vou fazer a minha primeira defesa. Estou muito focado e bem preparado para a essa luta. Meus treinos foram bem puxados. Na verdade, estou na estrada há bastante tempo, são 14 anos lutando como profissional, então não tem muito segredo na caminhada”, disse o experiente Morcego.

    A chave para conquistar a vitória pode estar exatamente na experiência de Morcego. O brasileiro fez sua estreia no MMA em 2005. Desde então, construiu um cartel de 35 lutas, com 29 vitórias e apenas seis derrotas. Seu oponente tem um cartel mais modesto, com apenas 13 lutas, sendo nove vitórias – sete delas por nocaute – e quatro derrotas.

    “Vi algumas lutas do meu oponente e sei que ele gosta da luta em pé. Não subestimo ninguém, estou bem treinado, na ponta dos cascos, para fazer uma grande luta. Acredito que é um jogo que casa com o meu. Eu vou para cima, vou colocar o meu jogo em prática e, se Deus quiser, vou sair com mais uma vitória. Estou bem confiante”, analisou Rafael.

    Aos 33 anos (completa 34 dois dias depois da luta), Morcego construiu uma grande carreira no Brasil, o que o levou ao Bellator, onde ele fez cinco lutas, e hoje ao Pancrase. Mas o atleta da Astra Fight Team ainda sonha em atuar em outro grande palco: o cobiçado UFC.

    “Faço 34 anos dois dias depois da minha luta. Graças a Deus ainda estou trabalhando bastante. Já lutei no Bellator, hoje estou no Pancrase, construi uma boa carreira no MMA nacional… Mas claro que tenho sonhos. E, enquanto eu estiver vencendo, eu sonho em chegar ao UFC. Não fico pensando que vou entrar amanhã. Eu quero trabalhar, lutar em eventos que me paguem bem, mas claro que penso no UFC. Sei que o título do Pancrase pode me ajudar, mas sou pé no chão. Enquanto estiver trabalhando e vencendo, posso alimentar esse sonho de entrar no UFC”, concluiu catarinense sobre os seus planos.

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