Entregador de gás e lutador de MMA: Jonas Boeno se divide as vésperas de estrear no AFC, na Coreia do Sul

    Gaúcho, que trabalha no depósito de gás do sogro, luta no dia 8 de abril (Foto Renan Assunção / Nocaute na Rede)

    A rotina de um lutador de MMA é dura. São vários treinos por dia de diversas modalidades, preparação física, fisioterapia, além de cuidados com a alimentação. E o atleta ainda precisa encontrar tempo para descansar e se recuperar da longa jornada. Acrescente a essa rotina um emprego, essencial para pagar as contas e se manter como um lutador profissional de artes marciais mistas. Pois bem, essa é a vida nada fácil do gaúcho Jonas Boeno, de 33 anos. As vésperas de fazer a sua estreia no evento Angel’s Fighting Championship, no próximo dia 8 de abril na Coreia do Sul, ele contou como é a sua rotina.

    “Trabalho com gás no depósito do meu sogro. É um trabalho pesado e cansativo, mas tento encarar como se fosse parte do meu treino. Mas é depois do horário de trabalho que começo os meus treinos de luta, sempre intercalando os dias das modalidades a serem treinadas. Posso te afirmar que não é fácil. É muito cansativo, mas o meu trabalho como entregador ainda continua sendo a minha principal fonte de renda. Até quando eu não sei, mas estou bem assim, pois estou perto de quem eu amo, da minha mulher e das minhas duas filhas, e fazendo o que gosto, que é o MMA. Isso é o mais importante”, disse Jonas.

    Apesar do dia a dia atribulado, isso não impediu que Jonas construísse um extenso cartel no MMA. Com 50 lutas no currículo, sendo 38 vitórias, 11 derrotas e um “No Contest” (luta sem resultado), o gaúcho de Passo Fundo já nocauteou 21 oponentes e finalizou outros 12. Embalado, ele venceu seus últimos seis compromissos e espera sair com mais uma vitória contra o sul-coreano Myung Ho Bae no AFC 11, que estará lutando em casa na Coreia.

    “Estou muito ansioso por essa luta, contra um ótimo lutador. Ao meu ver um bom teste, uma vez que quero ser o melhor. Então, preciso lutar com os melhores. Estou ansioso também por ser na Coreia do Sul, berço do Taekwondo, esporte em que iniciei aos 3 anos, chegando a faixa preta segundo dan aos 14 anos. Com certeza será uma luta memorável”, declarou o peso-meio-médio, que também falou sobre a sua estratégia para essa luta.

    “Gosto muito de sentir a luta primeiro, mas pretendo ousar um pouco. Com o passar do tempo aprendi que cada luta é uma luta diferente. As vezes você monta uma estratégia quando na verdade a melhor estratégia é ter a habilidade de se adaptar a luta. Mas, estudando algumas lutas do Myung Ho Bae deu para perceber que ele tem um Wrestling mediano e um físico aparentemente atlético. Eu vou em busca da vitória por nocaute ou finalização. Posso afirmar que o terreno que ele quiser lutar eu estarei preparado”.

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