Ouro duplo no Pan, Victor Hugo analisa conquistas e mantém foco para ‘fechar ciclo’ em alta no Mundial

    O casca-grossa Victor Hugo é considerado o melhor atleta na faixa-marrom (Foto: Vitor Freitas)

    Por Vitor Freitas

    A nova geração está caminhando a passos largos no Jiu-Jitsu competitivo, garantindo a renovação para os próximos anos na elite do esporte. Aos 21 anos, Victor Hugo, principal estrela da faixa-marrom, prepara sua saideira da faixa com o pescoço rodeado de medalhas douradas, conquistadas desde janeiro, em Portugal.

    Aluno de Saulo e Xande Ribeiro, em San Diego, na Califórnia (EUA), o jovem abriu a temporada com um ouro duplo no Campeonato Europeu da IBJJF, ao vencer o pesadíssimo e absoluto. E, agora, menos de dois meses depois, Victor manteve a consistência para repetir o feito no Pan, no fim de março, em Irvine, na Califórnia.

    Victor precisou vencer seis lutas entre o pesadíssimo e o absoluto para faturar o ouro duplo no Pan. Na disputa pelo ouro absoluto, precisou bater Bruno Lima (AMA) nos pontos (4 a 2). A seguir, Victor comenta como foi vencer mais um torneio em grande estilo.

    “Tive uma final mais estudada. Fui capaz de impor o que tinha em mente para aquela luta e fiquei na frente o tempo todo para não ser surpreendido, acabou dando tudo certo e ganhei por 4 a 2 nos pontos. No geral, minha atuação foi muito boa. Fiz 3 lutas no peso e mais 3 no absoluto , conseguindo finalizar metade das lutas com menos de um minuto de luta”, comentou Victor.

    Após dois anos sem lutar no Brasileiro da CBJJ, Victor retorna este mês para lutar a edição em Barueri, em São Paulo.

    “Feliz de estar voltando a lutar no Brasil, especialmente no Brasileiro, onde fiz minha primeira grande competição e acabei vencendo. Estou feliz e motivado para fazer grandes lutas lá”.

    Victor também aproveita para analisar a valorização que a IBJJF está dando para os faixas-preta no Brasileiro e Mundial, em 2019.

    “Fico feliz por ser da geração em que, após muito tempo, está vendo isso acontecer. Creio que é um evolutivo que há tempos vinha sendo discutido. Para mim, já é um começo. Com certeza acho que a elite do esporte merece ainda mais prestígio e estamos no caminho para ter isso lá na frente. A evolução é constante e espero que a Federação continue buscando isso para nós, atletas”, encerrou.

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