Motorista confessa atropelo e morte de ex-lutador do UFC: ‘Só queria assustar’

    Ex-lutador do UFC, Rodrigo Monstro foi atropelado e morto por motorista (Foto: Getty Images)

    O caso envolvendo a morte de Rodrigo “Monstro” Lima, atleta de MMA e ex lutador do UFC, ganhou novos desdobramentos. Jefferson Roger Maciel Barata, motorista do aplicativo Uber, confessou ter atropelado e matado o atleta, em caso que aconteceu em Belém no último dia 21 de abril. De acordo com o site “UOL”, Jefferson afirmou que sua intenção era apenas “dar um susto” em Rodrigo e pediu desculpas à família do lutador.

    Após um desentendimento entre os dois, Rodrigo Lima teria pedido para deixar o carro de Jefferson e teria agredido o motorista após uma discussão, como narra a seguir.

    “Foi o tempo de eu parar o carro, eu só vi o primeiro soco passando. Pegou um soco na minha cabeça, no meu rosto, no meu maxilar, arrancou o meu relógio. Depois que ele me bateu eu desci e tirei as coisas do porta-mala. Eu estava emocionalmente abalado e pensei ‘Vou dar um susto nele.’ Voltei só pra dar um susto, jamais imaginei que ia tirar a vida de alguém”, contou Jefferson, que prestou depoimento na última sexta-feira (26), está em prisão preventiva e deverá ser indiciado pelo crime de homicídio após a confessar o caso.

    De acordo com relatos, a briga entre os envolvidos teve início após Jefferson pedir para Rodrigo e outras quatro amigas que estavam no veículo falarem mais baixo, pois o tom de voz na conversa estaria dando “dor de cabeça” ao motorista: “Chamei atenção deles que eles estavam falando muito alto. Disse: ‘Você está dentro de um local fechado e sua voz está me incomodando, você está me deixando com dor de cabeça’. Eram esportistas e pensei que esses caras tinham disciplina. Não falei palavrão nenhum, até porque sou evangélico, cristão e palavrão não faz parte do meu dicionário”, afirmou o motorista.

    Ainda segundo o depoimento de Jefferson, Rodrigo Monstro teria se irritado e pedido para descer do carro, iniciando uma série de agressões. O motorista, no entanto, preferiu não fazer um boletim de ocorrência denunciando o ocorrido e, desta forma, optou por voltar e “dar um susto” no lutador: “Eu não ia voltar para casa apanhado”, contou.

    “Sempre pensei em formar minha família pra não deixar meus filhos crescerem sem pai. Sinto muito pela família dele, estou arrependido, já pedi perdão pra Deus. Era uma das coisas que eu mais temia: tirar a vida de alguém. Comecei a trabalhar nesse trabalho para ter mais tempo na igreja, me tornei diretor de jovens, de música da igreja, e acabou acontecendo isso. Pedi perdão pra Deus e pra família dele. Não era meu objetivo tirar a vida de ninguém. Nunca fiz maldade pra ninguém. Hoje seria meu casamento. Estaria iniciando uma vida nova e aconteceu isso. Vou pagar pelo que fiz e estou muito arrependido. Peço perdão a todos os familiares e amigos dele”, prosseguiu Jefferson, que retornou com seu veículo e atropelou Rodrigo em um posto de gasolina situado na avenida Júlio César, que fica na região de Val-de-Cans, próximo ao aeroporto de Belém.

    Irmão de criação do meio-médio do UFC, Michel Trator, Rodrigo “Monstro” era ex-campeão do Jungle Fight pela divisão dos meios-médios. Ele assinou com o UFC em 2014, onde competiu em duas oportunidades, sendo derrotado por Neil Magny, em 2014, e Efrain Escudero em 2015. Em sua última luta de MMA, ele competiu no Shooto Brasil 85 contra Luiz “Caipira” em junho de 2018, onde saiu vencedor por finalização no primeiro round.

    4 COMENTÁRIOS

    1. Esse pessoal que faz parte do mundo da igreja, geralmente faz merda e acha que é só pedir perdão pra deus.
      Tomara que comam o cu dele na cadeia

    2. Você escolhe ser motorista de táxi ou aplicativos como o Uber e quer que seus passageiros fiquem quietinhos, ou falem baixinho porque está com dor de cabeça é o fim da picada. Tanto o motorista quanto os passageiros devem se respeitar como qualquer outra relação de trabalho ou não, mas é obvio que esse cidadão estava na profissão errada e é um sem noção que se diz evangélico. Para o pessoal da luta fica a dica, ninguém vai para a casa numa boa depois de ter tomado uma surra que achou injusta.

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