Ex-vigilante de escolta, atleta da Rio Fighters usa o MMA para dar a volta por cima na vida

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 19/04/2019

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Não é fácil se dedicar exclusivamente ao MMA. Geralmente, o atleta em início de carreira tem uma segunda profissão para pagar as contas. Não foi diferente para Paulo César “Índio”. Morador de Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, o lutador se dividiu durante um bom tempo entre os treinos de MMA e o seu trabalho como vigilante de escolta de valores.

Nesse período, alternou vitórias e derrotas. Foi aí que Índio decidiu deixar o trabalho de escolta de valores, se mudou para o Rio de Janeiro para treinar na Rio Fighters, equipe liderada por Miltinho Vieira, e se dedicar 100% aos treinamentos. Ainda assim, precisa dar aulas para poder garantir o sustento da família.

“Venho tentando me manter só da luta, apesar das dificuldades que o lutador enfrenta no Brasil. Mas venho me esforçando bastante e dividindo o meu tempo em aulas na minha academia e meus treinos profissionais. Faço de tudo para me manter focado nos objetivos, tendo como incentivo minha família, minhas metas a serem alcançadas e o meu crescimento como pessoa. Já passei muitos apertos, momentos de aflição por estar sem grana para me manter e treinar, sem direção, momentos com dificuldades de saúde na família… Isso mexe com a mente do lutador, mas sempre na fé e acreditando no meu potencial para dar a volta por cima. Hoje estou conseguindo superar tudo isso”, contou Índio.

A prova desta superação está no resultado de sua última luta, quando precisou de apenas um minuto para finalizar Junior Silva no Favela Kombat 31, realizado no último dia 13 de abril em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Com isso, voltou ao caminho das vitórias e colocou um cartel positivo, agora com seis vitórias e quatro derrotas, e garantiu a chance de disputar o cinturão do evento na próxima edição.

“Fiquei muito feliz com essa luta, apesar de ter acabado rápido. Mas fiquei satisfeito com a minha atuação e a finalização, resultado de muito trabalho. Estou com um cartel positivo e, após essa bela atuação, lutarei pelo cinturão do evento. Desde que passei a fazer parte da Rio Fighters, houve muitas mudanças na minha vida, e uma delas foi a minha qualidade como profissional. Me tornei um lutador completo e mais inteligente. Tenho ótimos treinadores e companheiros de treinos de alto nível, e isso tem feito bastante diferença na minha vida”, concluiu o casca-grossa.

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