Larissa Pimenta e Daniel Cargnim conquistam o ouro em dia de seis medalhas do Brasil no Pan de Judô

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 26/04/2019
Larissa Pimenta e Daniel Cargnim conquistam o ouro em dia de seis medalhas do Brasil no Pan de Judô

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O judô brasileiro abriu com seis medalhas sua campanha no Campeonato Pan-Americano da modalidade, evento-teste para os Jogos de Lima 2019, na última quinta-feira (25), na capital peruana. Larissa Pimenta (52kg) e Daniel Cargnin (66kg) foram campeões; Nathália Brígida (48kg), Rafaela Silva (57kg) e Eric Takabatake (60kg) ficaram com a prata, e Sarah Menezes (52kg) foi bronze, fazendo dobradinha no pódio do meio-leve com Larissa.

As duas chegaram a se enfrentar nas quartas-de-final e Pimenta levou a melhor, avançando às semifinais com um waza-ari sobre a compatriota. Sarah, contudo, recuperou-se na repescagem, derrotando Ecaterina Guica, do Canadá, por ippon, e se garantiu no pódio com vitória por waza-ari sobre a mexicana Luz Olvera.

Larissa, por outro lado, derrotou a panamenha Kristine Jimenez na semi e não deu chances à Angelica Delgado na decisão. Projetou a americana no final da luta, mas o tempo já havia se esgotado. No golden score, Larissa manteve a agressividade e encaixou o golpe perfeito para conquistar seu primeiro título pan-americano na classe sênior.

“Estou feliz com a medalha de hoje. É a minha quarta medalha em Campeonato Pan-Americano. A primeira veio no Cadete (Sub-18) e depois vieram mais duas no Júnior (Sub-21). Essa é a primeira no Sênior. É uma competição muito importante para mim, eu precisava disso e gostei muito da estrutura do evento também. Agradeço à CBJ pela oportunidade e confiança e a todos que torceram por mim”, disse Pimenta. 

O ouro de Cargnin também foi inédito para o meio-leve gaúcho. Depois de bater na trave com dois vice-campeonatos seguidos, o brasileiro buscou em Lima o ouro que lhe escapava com uma vitória que calou o ginásio de La Videna sobre o anfitrião Juan Postigos.

“Acho que a palavra é resiliência. Muita coisa aconteceu nesse tempo. As duas finais passadas eu estava ganhando de waza-ari e a estratégia para esse ano era pensar uma luta de cada vez. Assim como eu ganhei no detalhe eu poderia não me dar tão bem. Amadureci muito nesse tempo e ainda tenho mais a amadurecer. O trabalho que vem sendo feito pela CBJ, pelo clube tem me ajudado bastante a crescer como atleta e a me desenvolver como pessoa também”, avaliou Cargnin após o pódio.

Brasil em 100% das finais

Além dos meio-leves, o Brasil teve finalistas também nas outras três categorias em disputa nesta quinta. No ligeiro feminino (48kg), Nathália Brígida encarou a campeã olímpica Paula Pareto, da Argentina, que fez a brasileira bater ao encaixar um estrangulamento. Foi o quinto título da argentina em Pan-Americanos. E para Nathália, a prata foi seu melhor resultado. Ela já tinha dois bronzes na competição.

No ligeiro masculino, Eric Takabatake também chegou à decisão pelo ouro, mas foi superado pelo equatoriano Lenin Preciado, que defendeu seu título de 2018 e levou para casa os 700 pontos no ranking mundial.

Fechando o dia, Rafaela Silva (57kg) encarou na final uma de suas maiores adversárias na atualidade, a canadense Christa Deguchi, atual número dois do mundo. No tempo normal, a luta foi equilibrada, com ambas buscando as pontuações. A igualdade no placar levou o combate para o golden score, onde Deguchi encaixou um estrangulamento para conquistar o primeiro ouro do Canadá neste Pan.

Nesta sexta (26), será a vez de Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Lincoln Neves (73kg), David Lima (73kg) e Eduardo Yudy Santos (81kg) lutarem. As preliminares começarão às 11h30 e as finais serão a partir das 17h, no horário de Brasília.

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