Gabrielle Mc Comb comenta mudança para os EUA e mira mais títulos em 2019: ‘Muito motivada’

    Mc Comb começou 2019 com o pé direito e quer seguir assim no Mundial, no fim deste mês (Foto IBJJF)

    Gabrielle Mc Comb já surge como uma das principais atletas do circuito norte-americano e mundial de Jiu-Jitsu. Com inúmeros títulos conquistados na carreira como faixa-marrom, a lutadora manauara continua trilhando um caminho de sucesso após receber a faixa preta no ano passado. Embalada pelo título do Pan, onde derrotou grandes nomes da arte suave, a lutadora quer ainda mais em 2019, e falou a respeito.

    “Até agora meu ano de 2019 tem ido bem, lutando meu primeiro Pan na faixa-preta e conseguindo ser campeã me deixou muito motivada e ansiosa para outras competições que estão por vir. Pretendo lutar o que puder no restante do ano”.

    Essa foi a quinta vez em que Gabrielle conseguiu chegar ao lugar mais alto do pódio no Pan, somando títulos em quase todas as graduações. Também campeã do mundo com e sem quimono nas faixas coloridas, a lutadora ainda compete em superlutas quando convidada, e em uma de suas últimas apresentações venceu Liz Carmouche por decisão dividida. Já sobre a vida em solo americano, Gabrielle comentou.

    “Toda a minha rotina mudou, mas consegui me adaptar, o estilo de vida aqui é diferente pra qualquer pessoa que venha do Brasil, mas não é difícil se acostumar. Acho que o mais difícil é lidar com os costumes que são diferentes entre brasileiros e americanos, minha vida mudou bastante e ainda tem mudado, fico feliz em dizer que foi pra melhor”, contou.

    Desde quando era apenas uma faixa-azul juvenil, Gabrielle era apontada como um futuro fenômeno do esporte. Promovida pela irmã a faixa-roxa, Andrea Mc Comb, a lutadora se mudou para os Estados Unidos em 2016, quando se juntou a Letícia Ribeiro na Gracie Humaitá South Bay. Promovida faixa-preta em 2018 por Fabrício Camões, Gabrielle analisou as dificuldades que um iniciante pode enfrentar e deixou importantes conselhos para os novatos e novatas que ainda estão se descobrindo na arte suave.

    “Acho que o desafio maior para a pessoa que só está começando é continuar depois que pegar sua primeira faixa, porque as pessoas entram com o pensando que ‘vou aprender a me defender e já tá bom’, aí param ao invés de ir além. O vínculo que você cria com a academia e amigos de treino é o que torna prazeroso de você ir treinar todos dias, então mesmo que seja difícil para nós mulheres, devemos pensar pelo lado bom e o mais importante que é não desistir. Não estamos lutando ou treinando pra provar algo para outras pessoas, nós fazemos para provar para nós mesmas que somos capazes de prosseguir com nosso objetivo, e sempre se manter focada e positiva para continuar na caminhada, que é não é nada fácil”, encerrou a jovem, que agora está focada no Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, marcado para começar no fim deste mês, na Califórnia (EUA).

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