Veterano do MMA, Gustavo Ximu se ‘reencontra’ no Jiu-Jitsu e coleciona títulos aos 43 anos; confira

    Gustavo Ximu faturou recentemente o ouro no Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ (Foto: Arquivo Pessoal)

    Por Mateus Machado

    Um verdadeiro amante das artes marciais. Assim pode ser definido Gustavo Ximu, atualmente com 43 anos. Ainda da época do Vale-Tudo, o casca-grossa acompanhou a transição para o MMA, onde construiu um extenso cartel de 23 vitórias e 10 derrotas na modalidade. Tendo feito sua última luta profissional em 2013, o faixa-preta não quis saber de deixar o mundo das lutas e embarcou para um novo desafio: o foco no Jiu-Jitsu.

    A decisão foi extremamente positiva para Gustavo, que desde então, passou a concentrar seus treinamentos no Jiu-Jitsu com e sem quimono, colecionando diversos títulos nacionais e mundiais. Em 2019, o atleta da Gracie Barra tem mostrado um ritmo impressionante, e pelo menos até o momento, já foi ouro no Pan-Americano, Brasileiro, entre outros torneios.

    “Durante a época do MMA, eu treinava Jiu-Jitsu, mas não competia por focar somente nas lutas de MMA, e como eu gostava e gosto muito do desafio, achei a maneira certa de partir para dentro das competições de Jiu-Jitsu de quimono e sem quimono. Essa atitude que eu tive me deixou muito feliz e bem, porque o desafio nunca acaba. Todo mês estou competindo até duas vezes”, contou Ximu.

    Confira a entrevista completa com o lutador:

    -Trajetória nas artes marciais

    Comecei a lutar na época do Vale-Tudo ainda e alguns eventos nem luva na mão tinha (risos), e também peguei a transição para o MMA. Foram 15 anos lutando e todas as lutas, para mim, foram um desafio. Nunca subestimei nenhum adversário, porque já houve luta que seria mais difícil e se tornou a mais fácil, e a fácil se tornar a mais difícil, então o foco era total. Lutei muito na regra que valia pisão na cabeça, cabeçada, e o tempo que eram dois rounds de 10 minutos, e havendo empate, tinha um overtime de 5 minutos. Fiz mais de 30 lutas, e entre Brasil, EUA e Japão, adquiri muita experiência. O treino era intenso, tanto de Muay Thai como no chão, eram rounds longos. Fiz muitos intercâmbios na época treinando fora, diversos deles com o Georges St-Pierre, que se tornou meu amigo.

    -Decisão de focar no Jiu-Jitsu

    Durante a época do MMA, eu treinava Jiu-Jitsu, mas não competia por focar somente nas lutas de MMA, e como eu gostava e gosto muito do desafio, achei a maneira certa de partir para dentro das competições de Jiu-Jitsu de quimono e sem quimono. Essa atitude que eu tive me deixou muito feliz e bem, porque o desafio nunca acaba. Todo mês estou competindo até duas vezes. Além de eu me cobrar mais, treinar mais e aprender mais, estou também motivando sempre meus amigos de treino a competir.

    -Segredo para se manter ativo e conquistando títulos aos 43 anos

    O segredo é sempre você treinar bastante e se alimentar bem. Lógico que existem diferenças entre pessoas. No meu caso, como vim de treinos muito puxados do MMA, que englobam Boxe, Muay Thai, Wrestiling, Jiu-Jitsu e preparação física, e depois você passa a lutar uma só modalidade, que é o Jiu-Jitsu, acho que melhora um pouco para focar somente em treinos de quimono e na parte física. Mas já cheguei a fazer também de quimono 5 lutas no mesmo dia. É ‘selva’ demais, mas estou muito feliz por estar em atividade.

    -Título no Brasileiro de Jiu-Jitsu

    Sobre o Brasileiro de Jiu-Jitsu, eu me inscrevi no último dia. Por estar vindo de vitórias, me motivei por ser, acredito eu, que o campeonato mais forte do Brasil e que só tem os melhores, com lutas muito duras. Fiz quatro lutas, finalizei três e ganhei uma por pontos. Estou muito satisfeito com o resultado, para mim e para minha equipe, Gracie Barra, afinal, onde eu treino, as atividades são muito puxadas e isso que me fez ser campeão.

    -Próximos passos

    Daqui a uma semana já estou lutando de novo o Estadual de Jiu-Jitsu, me preparando para o Mundial e estar sempre me superando, nunca parar. As competições aqui no Brasil estão começando a pagar os atletas e a tendência é que ‘copiem’ o que já acontece lá fora, onde têm eventos de luta casada de quimono ou sem quimono que você recebe um bom dinheiro para lutar, e aqui no Brasil, aos poucos, já estão surgindo eventos assim. Ainda estamos no começo, mas uma hora vai explodir.

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