Campeão brasileiro e do World Pro vive emoção com chance de ajudar seus pais

Publicado em 08/05/2019 por: Nilmon
Campeão brasileiro e do World Pro vive emoção com chance de ajudar seus pais

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Natural de Cícero Dantas, na Bahia, Hiago George deu os primeiros passos no Jiu-Jitsu em sua cidade natal. A rotina de treinos – Hiago treinava todos os dias, mesmo sendo faixa-branca – fez com que o jovem colocasse metas para si mesmo.

Com o objetivo de ser o melhor peso-pluma do mundo, o baiano começou a competir todos os finais de semana e essa obsessão o fez chegar em São Paulo, um dos principais pólos do Jiu-Jitsu competitivo, em 2013, para disputar um torneio local.

Nos anos seguintes, já treinando com Cícero Costha e com a faixa-roxa na cintura, Hiago foi vencendo tudo o que disputava, até atingir o profissionalismo, pegando a sua faixa-preta em agosto de 2015.

Recentemente, há dois fins de semanas, Hiago foi coroado como campeão do Abu Dhabi World Pro, da UAEJJF, e no último domingo (5), campeão do Brasileiro da CBJJ, na divisão dos plumas. Além das medalhas, Hiago conseguiu embolsar 7 mil reais no Brasil e 10 mil dólares (quase 40 mil reais na cotação atual). O prêmio veio para coroar uma jornada que começou bem lá atrás, quando Hiago tinha apenas 12 anos e deu os seus primeiros passos no Jiu-Jitsu.

“Sempre que ganho premiações altas, eu tiro uma parte para me ajudar como atleta profissional e a outra eu mando para os meus pais, na Bahia. Esse dinheiro é para realizar um promessa que fiz quando fui embora da minha casa para São Paulo. Em breve vocês vão saber, falta pouco para concluir”, explicou Hiago.

Pelo Brasileiro, encerrado no último fim de semana, Hiago precisou vencer três lutas na categoria pluma. A primeira foi nos pontos, onde fez 10 a 0, a segunda por finalização no estrangulamento, e a final, contra Alex Sodré, onde venceu por vantagens, depois de empates nos pontos.

“A frase que meu professor Tiago Barros me disse no campeonato me passou muita confiança. Ele me disse: ‘mostra para o que você veio’. Isso me marcou muito, eu lembrei de toda a caminhada. A luta com o Sodré foi guerra e graças a Deus deu tudo certo”, encerrou.

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