Obcecada pelo absoluto, Ana Carolina Vieira destaca ‘camp incrível’ antes do Mundial da IBJJF: ‘Vou com tudo’

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 31/05/2019

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Por Diogo Santarém

Ana Carolina Vieira é, sem dúvidas, um dos grandes nomes do Jiu-Jitsu feminino atual. Outrora conhecida mais por ser irmã do casca-grossa Rodolfo Vieira, hoje a “Baby”, como também é chamada a faixa-preta, coleciona diversos títulos importantes na arte suave.

Bicampeã mundial, a brasileira vai em busca do tri e do inédito ouro absoluto no próximo final de semana (1 e 2), quando entra em ação na edição 2019 do Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, na Califórnia (EUA). A pressão para se manter no topo após conquistas em 2017 e 2018, entretanto, não assusta Ana Carolina, segundo ela falou em entrevista à TATAME.

“Eu não sinto pressão nenhuma. Cada luta é uma luta, cada dia é um dia, não tem essa de favorito. Meu lado da chave está terrível (risos). É sinistro, vou ter algumas das maiores campeões na minha frente, como a Hannette (Staack), então é uma alegria e um desafio. O absoluto, com certeza, é uma ambição e meu principal objetivo”, disse a faixa-preta.

“Eu fiz um camp incrível, talvez o melhor camp que eu já fiz. Sinto que amadureci muito como atleta vendo a forma que lutava antes, hoje sou mais consistente, mais completa… A parte física está boa, a parte técnica também e a cabeça 100%. Estou fazendo um trabalho com a Milena Mendes e hoje vejo a importância que tem. Vou com tudo”, completou.

Ana Carolina vai entrar em ação no peso médio, tendo como principais concorrentes ao ouro Jessica Swanson, Renata Marinho, Samantha Cook, Raquel Canuto, a própria Hannette, entre outras feras. Apesar do forte nível das adversárias, “Baby” destacou os treinos com Luanna Alzuguir, sua companheira e seis vezes campeã mundial, e ressaltou também seu foco no ADCC 2019, marcado para setembro. Ela ainda aguarda um convite.

Confira o restante da entrevista com Ana Carolina Vieira:

-Premiação igual em dinheiro para homens e mulheres

Lembro que, quando lutei o Black Belt CBD, que pagou igualmente homens e mulheres, eu fiquei muito feliz. O que a IBJJF fez foi importantíssimo. Há muitos anos as atletas femininas vêm lutando por essa igualdade, então fazer parte desse momento é incrível.

-Investimento do prêmio do Black Belt CBD e planos

O dinheiro (US$ 30 mil) veio em um momento importantíssimo pois estávamos tirando nosso visto (eu e a Luana), investindo, então ajudou muito. Hoje me dedico somente ao Jiu-Jitsu, mas não apenas como atleta. Neste ano eu comecei a dar aulas… A gente planeja abrir nossa academia no ano que vem, na Flórida (EUA), então estou começando. Aqui nos EUA estou conseguindo conciliar minha vida de atleta com a de professora, e muito feliz com isso. Hoje eu vejo que dá sim para você ser um atleta de alto nível e dar aulas.

-Menor número de competições disputadas em 2019

Esse ano eu optei por disputar apenas as competições maiores, que começou no Pan (da IBJJF), um título que eu ainda não tinha e queria muito… O World Pro eu queria muito ter lutado, defendido meu título, mas por conta do meu processo de visto não pude sair dos Estados Unidos, e agora eu estou focada no Mundial e no convite para o ADCC na categoria acima de 60kg. Estou na esperança que eles me chamem, bem confiante e preparada.

-Possibilidade de se tornar uma tricampeã mundial

O coração já acelera só de pensar (risos). Quando eu ganhei o meu primeiro Mundial na faixa-preta a sensação era de algo tão longe. Todo atleta quando resolve se dedicar ao Jiu-Jitsu, esse é o título que ele almeja. E passou tão rápido do primeiro para o segundo, agora chegou de novo e eu estou com a mesma vontade, em busca desse tricampeonato.

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