Serginho analisa revés em última luta, duelo contra Warlley Alves no Rio e vibra com premiações no Jiu-Jitsu

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 07/05/2019
Serginho analisa revés em última luta, duelo contra Warlley Alves no Rio e vibra com premiações no Jiu-Jitsu Serginho Moraes será um dos brasileiros em ação no UFC Fight Night 116 (Foto: Getty Images)

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Por Mateus Machado

Serginho Moraes vinha de duas vitórias – sobre Tim Means e Ben Saunders – no entanto, em sua última luta, teve sua boa sequência interrompida por Anthony Rocco Martin, que o superou por decisão unânime, em março deste ano. Sem desanimar, o brasileiro pediu para lutar novamente em pouco espaço de tempo, teve seu desejo atendido e estará em ação no UFC 237, marcado para o próximo sábado (11), no Rio de Janeiro, diante do compatriota Warlley Alves.

Com 36 anos e um cartel de 14 vitórias e quatro derrotas no MMA, o faixa-preta de Jiu-Jitsu está ciente do importante e difícil desafio que terá pela frente. Visando a recuperação, Serginho falou com a TATAME e analisou o combate contra Warlley, que promete ser um dos pontos altos do card na “Cidade Maravilhosa”.

“Eu sei que o Warlley tem uma boa guilhotina, mas acredito que ele não vai querer usá-la, porque ela é uma faca de dois gumes, porque se eu defender, vou ficar por cima e ali mora o perigo (risos), então acho que vai ser o último recurso que ele vai usar. Mas é sempre preciso manter a atenção, porque sei que é um atleta que gosta da trocação”, disse o casca-grossa.

Confira a entrevista completa com Serginho Moraes:

-Derrota na última luta

Essa última luta foi bem estranha. Era um cara que ficava controlando a distância, não queria fazer chão, não queria trocar, queria ficar pontuando e eu acabei me frustrando com essa estratégia dele. Acho que a gente não está acostumado com isso, porque queremos acabar com a luta, nocauteando ou finalizando, e isso que acabou me frustrando, o fato dele não querer lutar. Acabou se tornando algo chato.

-Luta marcada logo na sequência para card no Rio

Assim que eu saí dessa luta, eu já tinha planos de lutar no Rio e, graças a Deus, o UFC me deu a oportunidade de estar em um card como esse. Isso é muito bom para mim. Eu venho do Jiu-Jitsu, então estava acostumado a competir todo final de semana (risos), tem cara que compete três, quatro vezes em um mês. Esse tempo parado/inativo para mim estava atrapalhando. Estar lutando de forma mais ativa vai me ajudar muito a retomar o caminho para as vitórias, e quem sabe voltar a lutar Jiu-Jitsu, né? (risos).

-Premiação das federações aos campeões faixa-preta no Jiu-Jitsu

Isso é muito bom para o atleta de Jiu-Jitsu. Isso já deveria ter começado há mais tempo por parte da CBJJ e da IBJJF, mas é excelente saber disso. Acho que eles foram obrigados a fazer isso, diante da cobrança e do crescimento do esporte. Muitos eventos já fazem isso, como o BJJ Stars, Copa Podio, muitos fora do país já pagam em dinheiro também. Se eles não tomassem providência, iam começar a ficar para trás, os atletas iam dar preferência a esses torneios que pagam.

-A premiação no Jiu-Jitsu te motiva a pensar em voltar a competir?

Mas é lógico que motiva (risos). Treinar com a molecada, vê-los mostrando posições novas, isso acaba me motivando a melhorar mais meu Jiu-Jitsu, treinar com eles e, quem sabe, competir. Saber também que agora tem premiação é algo que anima muito e com certeza faz com que muitos atletas possam priorizar mais o Jiu-Jitsu.

-Análise do duelo contra Warlley Alves

Eu sei que o Warlley tem uma boa guilhotina, mas acredito que ele não vai querer usá-la, porque ela é uma faca de dois gumes, porque se eu defender, vou ficar por cima e ali mora o perigo (risos), então acho que vai ser o último recurso que ele vai usar. Mas é sempre preciso manter a atenção, porque sei que é um atleta que gosta da trocação. O importante é que os dois lutadores lutam para a frente, buscam o combate o tempo todo, então tem tudo pra ser um grande duelo.

-Duelo com brasileiro em um card no país

Sempre tem uma torcida dividida quando tem dois brasileiros lutando aqui, né? Mas no final, o que prevalece é o respeito, afinal, são dois caras que estão buscando espaço, a gente vai lutar, dar o nosso melhor e é isso que o público quer ver.

-Projeções para a carreira

O que eu conversei com a minha equipe e considero muito importante é que eu quero estar lutando mais, me mantendo mais ativo no UFC, para ver se consigo engatar mais uma boa sequência de vitórias. Ficar muito tempo sem lutar é bem prejudicial, por isso que logo depois da minha derrota, pedi para lutar o mais breve possível, e apareceu essa oportunidade no UFC Rio. Vamos em busca da vitória e manter o ritmo para novos desafios.

CARD COMPLETO:

UFC 237
Sábado, 11 de maio de 2019
Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro

Card principal
Peso-palha: Rose Namajunas x Jéssica Bate-Estaca
Peso-médio: Jared Cannonier x Anderson Silva
Peso-pena: José Aldo x Alexander Volkanovski
Peso-meio-médio: Thiago Pitbull x Laureano Staropoli
Peso-leve: Francisco Massaranduba x Carlos Diego Ferreira
Peso-meio-pesado: Rogério Minotouro x Ryan Spann

Card preliminar
Peso-leve: Thiago Moisés x Kurt Holobaugh
Peso-galo: Irene Aldana x Bethe Correia
Peso-leve: BJ Penn x Clay Guida
Peso-mosca: Luana Dread x Priscila Pedrita
Peso-meio-médio: Warlley Alves x Serginho Moraes
Peso-galo: Raoni Barcelos x Carlos Huachin
Peso-galo: Talita Bernardo x Melissa Gatto

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