Coluna da Arte Suave: a postura do professor no caso da saída de um aluno da sua academia; confira

Publicado em 04/06/2019 por: Nilmon

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Por Luiz Dias

É o aluno que escolhe seu professor. E cabe ao professor entender e respeitar a vontade quando o aluno decide trocar de academia. E o principal, sem levar para o lado pessoal. Já aconteceu comigo. Quando isso acontece, eu faço uma reflexão e analiso todas as vertentes que podem ter causado essa “saída” da academia. Porque pode ter sido um erro meu ou uma necessidade de corrigir algum ponto da minha aula ou não, simplesmente por uma decisão do aluno, que por um motivo pessoal decidiu sair, ou outro motivo. Mas antes de tudo, eu mantenho a amizade dentro e fora dos tatames. Isso é o mais importante.

O professor é um líder dentro do dojo, e uma coisa é certa, independentemente da sua maneira de conduzir a aula, sua academia nunca terá a aprovação unânime de seus alunos em todos os momentos. Uma frase do John Kennedy é certa: “Nunca achei a receita do sucesso, mas a do fracasso é simples, é querer agradar a todos”. Cabe ao professor a responsabilidade de incutir educação, disciplina e espírito esportivo aos seus alunos, corrigindo prontamente um desvio de conduta de um atleta seu, como também avaliar quando cada um merece ser graduado, e assim por diante.

Tenho conceitos, para mim, fundamentais que sigo. Tenho os meus critérios. As discordâncias de opiniões fazem parte da vida. É muito nítido, por vezes, nas minhas entregas de faixas, já percebi aluno contrariado por não receber graduação e, às vezes, por discordância em relação a outros atletas graduando naquele momento. O professor tem de ter uma coisa em mente: nunca agradaremos a todos, e ao mesmo tempo temos de entender e respeitar a vontade do aluno em trocar de academia, por exemplo.

Creio ser importante termos convicção que trabalhamos da melhor maneira possível e sempre buscando uma evolução em nossas aulas. E como falo para os meus amigos que dão aula: é o aluno que escolhe o professor. Vários fatores podem levar um aluno a trocar de equipe. Até porque, às vezes, o motivo pode ser uma questão de logística, horário ou uma mudança de residência. Já tive alunos que foram morar em lugares que ficavam muito contramão para virem treinar aqui. É chato quando isso acontece, mas vamos fazer o quê? A relação distância e tempo são fatores que não podemos desqualificar nessa conta.

Essa semana mesmo encontrei um ex-aluno que treinou comigo uns meses e hoje treina em outra academia. Percebi que ele ficou sem graça, pela maneira que saiu, como já tive alunos que saíram da minha academia e voltaram. O importante, a meu ver, é como o aluno sai da equipe. Uma simples conversa, expondo os seus motivos e pronto, por vezes é uma discordância facilmente resolvida, ou como disse antes, fatores ou fatos externos.

Por outro lado, já tive alunos que saíram e voltaram. Esse texto, na verdade, foi originariamente pensado por mim, por conta de um aluno que se afastou sem dizer nada. Foi para outra academia, e depois de um tempo, voltou. Voltou meio constrangido, creio que não por voltar à academia onde treinou desde o início, mas pela maneira de como saiu. Recebi ele bem, e de certa maneira, reforça a minha ideia que escrevo para vocês, professores e instrutores: acreditem em seus conceitos e fundamentos. Nunca mudem para agradar a alunos, mude apenas porque percebeu que é uma evolução para a sua aula e equipe. Seu trabalho falará por você, e desta maneira ele deve ser conduzido.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://http://gasjj.blogspot.com//. Boa semana, bons treinos e até a próxima!     

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