Dez anos atuando em prol do Jiu-Jitsu

Publicado em 22/06/2019 por: Nilmon
Dez anos atuando em prol do Jiu-Jitsu

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Uma das mais respeitadas federações de Jiu-Jitsu do Brasil, a FJJD-Rio completa dez anos em 2018. Com uma proposta de valorizar os lutadores, o órgão liderado por Rogério Gavazza distribuiu mais de 130 passagens internacionais neste período e segue crescendo, com a promessa de fazer ainda mais pelo esporte!

O Jiu-Jitsu é uma das modalidades esportivas mais praticadas no Brasil, mesmo não tendo os seus campeonatos transmitidos na TV – salvo raras exceções – e sem o status de ser um esporte olímpico. E com muita organização e a busca por eventos que se transformem em uma verdadeira festa da arte suave, Rogério Gavazza, presidente da FJJD-Rio, tem consolidado cada vez mais o Circuito Mineirinho como um dos eventos mais respeitado do país.

A FJJD-Rio, assim como o Circuito, completam dez anos em 2018. No entanto, essa história começou em 1992, quando Rogério organizou a primeira Copa Gavazza, que perdurou até 2007. À TATAME, o presidente revelou que se inspirou em um evento que acontecia também no Rio de Janeiro, a Copa Atlântico Sul, para dar o seu pontapé inicial.

“O Marcos Vinicius Di Lúcia, que hoje mora nos Estados Unidos, fazia um evento de Jiu-Jitsu que era muito bacana, chamado de Copa Atlântico Sul. Tinha uns atrativos diferentes e sempre me chamou atenção. Quando ele foi embora do país, em 1991, no ano seguinte, como inspiração, criei a Copa Gavazza, em 1992. Eu sempre busquei fazer diferente, propostas inovadoras. Já naquela época, eu fazia lutas casadas. Eu consegui mobilizar uma mídia muito grande também. Os eventos passavam na TV, o Jornal dos Esportes cobria, rádios. Eu sentia que poderia fazer mais pelo esporte. Naquela época, o Jiu-Jitsu não era visto com bons olhos, ainda era uma modalidade largada”, relembra Gavazza.

Com experiência em competições de Judô e Caratê, além de ter sido membro da Federação de Luta Olímpica, com o cargo de diretor de marketing, Gavazza buscou fazer diferente dos eventos da época. A proposta sempre foi valorizar os atletas, principalmente em relação à estrutura.

“Como eu vim do Judô de base, tive a experiência de participar de grandes campeonatos nacionais e internacionais. Tinha disciplina, hierarquia e todo conceito do Judô. O que eu fiz: tentei reproduzir toda a organização dos eventos de Judô nos campeonatos de Jiu-Jitsu, mas sem perder o estilo do Jiu-Jitsu, que é diferente. Hoje, eu brinco e digo que nem me lembro que fui do Judô, porque eu vivo de forma intensa o Jiu-Jitsu (risos)”, contou o presidente, que trouxe o Festival Chupeta, tradicional no Judô, e rebatizou com o nome de Festival Kids, que é um sucesso no Circuito Mineirinho.

“Uma das coisas legais que eu trouxe do Judô, por exemplo, foi o Festival Chupeta, que eu batizei no Jiu-Jitsu como Festival Kids, que são atividades lúdicas para as crianças. Deu tão certo, que hoje é um verdadeiro sucesso nos eventos”.

Era Mineirinho e FJJD-Rio

Com a proposta de fazer um circuito de Jiu-Jitsu que durasse toda a temporada, Rogério pensou no nome Circuito Gavazza. Contudo, após uma reunião com a empresa de refrigerantes Mineirinho, o presidente da FJJD-Rio conseguiu o aval da marca e deu início a uma das maiores parcerias de arte suave do Rio de Janeiro.


“No fim de 2007, fiz um projeto e apresentei para o Mineirinho. Eles apostaram na ideia e conseguimos um patrocínio legal. Eu sabia que precisava segurar essa parceria com eles e fiz uma proposta de criar o Circuito Rio Mineirinho com quatro etapas. Eles adoraram a ideia e a Copa Gavazza, com o apoio do Mineirinho, tinha sido um verdadeiro sucesso”, apontou o mandatário.

Logo após a oficialização do Circuito Rio Mineirinho para a temporada de 2008, Gavazza fundou a Federação. Toda a parte burocrática já existia, por conta de uma seletiva do ADCC – maior evento de luta agarrada do mundo – que foi organizada por Rogério, no Rio de Janeiro, em 2005.

“A Federação começou a atuar em 2008, com o Circuito Rio Mineirinho. Antes, era uma federação de submission e grappling, fundada em 2005, quando fizemos uma seletiva para o ADCC. Já em 2007, fizemos uma ata e mudamos de nome, de federação de submission para a Federação de Jiu-Jitsu Esportivo. Aí, em 2008, começou a FJJE-Rio”, disse Gavazza, que explicou a troca para FJJD-Rio.

“Quando criamos a Federação, ficamos em 2008 filiados a CBJJE, mas as nossas propostas não batiam muito e decidimos nos desligar. Para não ficarmos ligados a eles, trocamos de FJJE-Rio para FJJD-Rio. No fim de 2008, entramos com uma ata para que acontecesse essa mudança. Até 2012, ficamos sem nos filiar a nenhuma confederação, com um trabalho só no Rio. Mas então passamos a ganhar muita visibilidade e atletas de outros estados começaram a vir participar de eventos”, acrescentou.

Ao longo desses dez anos de Circuito Mineirinho, a FJJD-Rio premiou diversos atletas com passagens internacionais para eventos da IBJJF e, atualmente, para competições da UAEJJF, como etapas do Grand Slam em Londres, na Inglaterra, e Los Angeles, nos Estados Unidos. Além, é claro, do grandioso World Pro, em Abu Dhabi (EAU). Gavazza contou que apoiar os atletas sempre foi um objetivo do órgão.

“Eu vi que a proposta foi boa de premiar os atletas com passagens, as equipes e os atletas gostaram muito disso. Grandes atletas que brilham no cenário internacional passaram pelo Circuito Mineirinho e ganharam passagens. Aí, fui aumentando as passagens. Nesses dez anos, demos mais de 130 passagens e muitos atletas moram lá fora com a oportunidade que nós demos para eles saírem do país para lutar. Com contatos e a divulgação do trabalho, conseguiram morar lá e sempre nos agradecem por isso”.

Surgimento da CBJJD

Após se separar da CBJJE, a FJJD-Rio seguiu crescendo no Rio de Janeiro e atraindo competidores de outros estados, em especial da região Sudeste. Com isso, vendo que precisava de um amparo nacional, foi criada a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Desportivo, a CBJJD, que é presidida por Sylvio Behring. Gavazza exerce o papel de vice-presidente.

“Já no fim de 2012, até para ter um respaldo junto a Secretaria de Esportes, tiramos a CBJJD do papel, que era algo já engatilhado. A nossa diretoria é o grande diferencial. Conseguimos reunir os Grandes Mestres, João Alberto Barreto e Álvaro Barreto. São os dois que assinam pela CBJJD e FJJD-Rio desde o início. Tem o Sylvio Behring e o Carlão Barreto (Diretor Técnico), eu sou o operário (risos). Trabalho o tempo todo. Estamos sempre nos comunicando e trabalhando juntos”, comentou Rogério, que ressaltou também o trabalho fundamental e de excelência da parte administrativa, através da secretaria com D. Leonor Abreu, Sr. Antônio Aragão, Bruno Martinelli e a Eliana “Lili”, que estão sempre a disposição dos filiados.

“Eu não estaria com essa diretoria se não fosse o perfil desses membros. Temos uma formação dentro do esporte e também acadêmica. Com isso, realizamos cursos importantes para os atletas, lutadores, o que faz a diferença em nossa Confederação”, encerrou Gavazza, projetando um futuro ainda mais brilhante para FJJD-Rio, CBJJD, fãs, e claro, os praticantes da arte suave.

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