Jiu-Jitsu para todos; conheça os projetos

Publicado em 22/06/2019 por: Nilmon
Jiu-Jitsu para todos; conheça os projetos

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Ao longo dos seus dez anos de história, a FJJD-Rio tornou o Jiu-Jitsu um esporte possível e rentável para muitos atletas que têm o sonho de viver da modalidade. Rogério Gavazza – presidente da Federação -, entretanto, foi mais longe, e nos últimos anos, também fez com que diversas crianças e jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro pudessem mudar de vida através da arte suave, além de expandir sua prática para os mais diversos segmentos.

Copa UPP

Em 2011, com a “explosão” do Jiu-Jitsu nas comunidades carentes, Rogério Gavazza, ao perceber o crescimento constante de projetos sociais nestes locais, resolveu expandir o programa e, desta forma, promoveu a Copa UPP, como conta a seguir.

“Temos milhares de projetos sociais inseridos nas comunidades do Rio de Janeiro. Em 2011, o Jiu-Jitsu começou a explodir nessas comunidades carentes. Neste mesmo ano, tínhamos alguns projetos sociais inscritos, o meu telefone tocou e era o Cabo Teixeira, professor de Jiu-Jitsu da UPP da Providência. Ele queria inscrever crianças em nosso Circuito. Fizemos uma reunião, passei a apoiar, dei algumas bolsas de inscrições e entrei em contato com outros professores das UPPs. Com esse sucesso, tive a ideia de reunir as UPPs, o que era, afinal, a proposta da pacificação. Na época, criei a Copa UPP. Ali, eles iriam lutar dentro da regra, da disciplina, porque era uma competição de Jiu-Jitsu. Todos adoraram a ideia”.

“A primeira edição foi no Maracanãzinho, com 13 equipes e o apoio da LBV e Super Rádio Brasil. No ano seguinte, já no Clube Municipal, foram 20 UPPs e quase mil atletas. Foi muito bom. Cada criança desfilava com a placa, todas com muito orgulho. Depois disso, decidi juntar todos os líderes e criar a UPP Rio, que seriam todos competir juntos. Eles lutaram dois ou três anos juntos. Consegui arrumar patrocínios para ajudar nas inscrições das crianças carentes. A FJJD-Rio não tinha como dar isenção para todos, eram 200 ou 300 atletas, então, eu fechei com a Secretaria de Esportes e empresas privadas para viabilizar. Lembro que em 2014 foram 300 atletas, o ano todo, sem custo nenhum. Mandamos atletas das UPPs até para os Estados Unidos”, relembrou Gavazza.

Policial militar responsável técnico pela equipe UPP Rio, o Sargento Flávio Teixeira comentou sobre o início da relação com Gavazza em prol do projeto, que começou no Morro da Providência, e o resultado imediato entre as crianças após as primeiras conquistas.

“Procurei algumas federações e foi quando encontrei o Gavazza. Eu não o conhecia na época, mas ele me tratou muito bem, aceitou a ideia e, de cara, me deu nove inscrições gratuitas. Eu paguei dez inscrições do meu bolso, peguei as nove que ele me deu e começamos o trabalho. Quando a molecada chegou no morro com medalhas foi um ‘boom’. A gente tinha 20 alunos na turma e de repente a gente passou para quase 200 alunos, porque começamos a tirar as crianças das comunidades para levar a um clube, disputar um campeonato com balança, árbitro e tudo organizado, com uma perspectiva totalmente diferente que eles conheciam”, disse Teixeira, exaltando o apoio recebido desde então.

“Dessas medalhas que conseguimos, tivemos muita divulgação da própria assessoria de imprensa da UPP e as empresas que participavam dos projetos de pacificação. Elas começaram a apoiar o projeto do Jiu-Jitsu, como a LBV, por exemplo. Essas empresas começaram a custear o valor das inscrições, quimonos e o projeto foi crescendo ainda mais com a parceria do Gavazza, pois ele fazia um valor diferenciado para a gente também, para podermos colocar um número cada vez maior de crianças”.

O sucesso da Copa UPP também se deve aos apoios que a FJJD-Rio recebeu durante o período. Pedro Paulo, superintendente da Super Rádio Brasil/LBV, falou sobre a experiência de ajudar na organização do evento.

“Foi uma experiência espetacular, porque nós unimos o Jiu-Jitsu e o Caratê no Maracanãzinho em uma parceria com a SUDERJ e o Governo do Estado. A gente conseguiu levar 600 atletas das duas modalidades. Essa parceria surgiu de uma ação que nós viabilizamos o Maracanãzinho a pedido do Rogério Gavazza e, em contrapartida, nós teríamos a realização da primeira Copa UPP, que foi um sucesso, um marco, onde reunimos diversas comunidades e ainda conseguimos realizar mais duas edições. Foi algo incrível, resultado da parceria entre Rádio Brasil, FJJD-Rio, Prime Esportes, LBV e SUDERJ”.

Intercolegial

Um dos grandes propósitos da FJJD-Rio sempre foi a introdução do Jiu-Jitsu nas escolas do Rio de Janeiro. Desta maneira, Rogério Gavazza promoveu três edições do Intercolegial, evento que reunia colégios da cidade e desenvolvia a competição entre os jovens acadêmicos. Responsável pelas equipes de Judô e Jiu-Jitsu da Rede MV1, que sempre se destacou nos torneios realizados, Márcio Tubarão relembrou com alegria o período, destacando a boa atuação de seus alunos.

“Todas as edições do Intercolegial que a FJJD-Rio promoveu, graças a Deus, a Rede MV1 conseguiu alcançar a primeira colocação. São 12 anos que trabalho na escola, fazemos trabalho com as crianças desde o primeiro ano do fundamental até o vestibular e, com certeza, se isso retornasse, seria um sonho voltando a se realizar. Eu só tenho a agradecer ao presidente Rogério Gavazza pelo trabalho que faz e sempre fez, buscando ajudar os alunos a nível estadual e até nacional”, destacou Márcio, que ao longo do Intercolegial, revelou os atletas Patrick Gaudio e Marcos Carrozzino, hoje faixas-preta e multicampeões no esporte.

Copa CAARJ

Em parceria com a Federação, a CAARJ, Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro, realizou em 2017 a primeira Copa de Jiu-Jitsu para advogados e estagiários ligados a OAB (Ordem de Advogados do Brasil). O evento foi pioneiro na arte suave para uma determinada classe, que visa, acima de tudo, a interação e o entretenimento.

O sucesso da competição foi tanto que fez com que novos membros do Jiu-Jitsu que também são advogados ou estagiários em Direito pudessem ser “atraídos” para a prática do esporte, como revelou Wagner de Oliveira, diretor das Copas e do setor de convênios.

“A iniciativa do torneio e o sucesso dos núcleos de Jiu-Jitsu da CAARJ não só atraíram novos membros, como criaram zonas de convivência entre advogados, que fortaleceram o ‘networking’ e a troca de experiências. O sucesso dos torneios nos trouxe a certeza de que estamos no caminho certo de combater o sedentarismo da advocacia. Os advogados percebem que estamos investindo na qualidade de vida deles e aproveitam a oportunidade. A CAARJ tenta atingir todos os gostos com diferentes núcleos esportivos além do Jiu-Jitsu, como o feminino de futebol, o de Muay Thai e o de basquete”, afirmou Wagner, antes de concluir.

“O balanço da nossa parceria é muito positivo. Com a parceria com a Federação, alcançamos a participação de aproximadamente 200 atletas em cada torneio. O campeonato deste ano trouxe uma interação entre os estados ao atrair competidores da Paraíba, Bahia e Recife. Além dos torneios, realizamos seminários e ‘workshops’ com aulas ministradas por profissionais do esporte e de defesa pessoal, como o ex-lutador do UFC e bicampeão nacional de Jiu-Jitsu Amaury Bitteti. A CAARJ espera expandir o número de núcleos e centros de treinamento de Jiu-Jitsu para que possa receber novos praticantes e prolongar o trabalho de prevenção do sedentarismo entre a advocacia”.

Copa Arnold Classic Brasil

Considerada uma das maiores feiras multiesportivas do mundo, a Arnold Classic Brasil também promove um verdadeiro show envolvendo as artes marciais. Sempre com a intenção de expandir o Jiu-Jitsu a novos públicos e segmentos, Rogério Gavazza comentou sobre o trabalho que realiza ao promover eventos de sua Federação no evento, que recebe milhares de pessoas a cada ano que passa.

“A Copa Arnold Classic Brasil começou em 2012 e eu cheguei a organizar em 2010 e 2011, ainda quando era outro evento, realizado no Píer Mauá, onde também tinham eventos de luta. Quando veio para o Brasil essa feira, eu dei continuidade de fazer os eventos de Jiu-Jitsu e a importância foi enorme, primeiro por estar em uma feira multiesportiva, das mais conceituadas do mundo, e quando ela foi realizada no Rio, nos quatro anos, nós tivemos muito mais participantes, uma vez que ela ainda não ‘pegou’ muito em São Paulo, já que ela é realizada no mês que tem o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu lá. Mas quando era no Rio, foi um sucesso, tivemos que limitar as inscrições. É um evento diferente, sempre foi muito aguardado pelos praticantes de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro”, analisou Rogério, para complementar:

“Primeiro, é um evento diferenciado, porque geralmente as competições do Jiu-Jitsu são frequentadas, no seu público em geral, por parentes e amigos da academia e competidores, e na feira, como é uma feira multiesportiva, com muitos estandes com vendas de roupas de várias marcas de materiais esportivos, tem pessoas que não estão nem ligadas ao Jiu-Jitsu e passam por acaso ali no pavilhão e assistem um pouco a competição. Tem também importância para as crianças, principalmente, por estarem ao lado do Arnold, tirar foto com ele, que é um ídolo, então é bem legal. E nós da Federação nos sentimos bem honrados em ser a entidade escolhida para organizar até hoje o Arnold. Agora em São Paulo temos o Carlos Alexandre também, o Alê, que é o nosso braço direito em competições lá, e com certeza vai crescer também, já temos uma ideia de triplicar o número de participantes. Vamos com tudo”.

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