Jonnatas comenta glória no Mundial e projeta sucesso na faixa-preta: ‘Quero mostrar que tudo é possível’

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 07/06/2019

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Por Vitor Freitas

Do Rio Grande do Norte para o mundo, o jovem potiguar Jonnatas Gracie foi um dos melhores faixas-marrons do Campeonato Mundial 2019, encerrado no último fim de semana, em Long Beach, na Califórnia (EUA). Campeão na divisão peso-médio, após finalizar Jackson Nagai (Checkmat), o atleta da Atos ainda encarou duros adversários no absoluto e ficou com a medalha de bronze, após duelo com Victor Hugo. No total, o jovem fez 8 lutas e todas de tirar o fôlego.

Jonnatas, praticante de Jiu-Jitsu desde os 10 anos, conta como foi campanha no torneio e qual foi a luta mais complicada: “O Mundial foi incrível e passou um filme na cabeça, desde que eu era faixa-branca. Eu consegui fazer todas as minhas posições. O mais importante era controlar a mim mesmo e a minha mente para fazer aquele dia incrível. A luta mais complicada na minha opinião foi a minha semifinal com o Tarik Hopstock. Já lutamos três vezes e todas às vezes ele vem com um jogo diferente para me surpreender. A luta foi na decisão, mas, sinceramente, consegui deixa claro aos juízes que merecia ter meu braço levantado”, reflete o Gracie, que apesar do nome não faz parte da família Gracie. Ele herdou o nome por causa do seu pai, que sempre foi fã do clã mais famoso do Jiu-Jitsu.

No início da temporada, o aluno de André Galvão bateu na trave no Europeu e no Pan. Estes, talvez, tenham sido as maiores barreiras antes do Mundial. Ele precisou lidar com a desconfiança e deu a volta por cima.

“Perder é horrível e ninguém gosta. Foi um aprendizado que e tive que lembrar do início de tudo. Não era qualquer derrotar que iria abalar meu objetivo, que era conquistar maior campeonato do ano”, comenta Jonnatas.

Graduado faixa-preta na academia, logo após fechar seu ciclo na última faixa-colorida, o Gracie já planeja lutar com grandes nomes do peso-médio. Ele também revela que não vai se ausentar dos absolutos.

“Eu já me vi lutando com todos os atletas de nome não somente a categoria, mas no absoluto também. Afinal, quem não quer ganhar dos melhores?”, questiona o campeão.

Com o objetivo de ser um campeão como faixa-preta, Jonnatas quer mostrar que, além das medalhas, você pode ter uma vida através do Jiu-Jitsu: “Quero mostrar para as pessoas que tudo é possível e que você é capaz de ter uma vida através do Jiu-Jitsu. Você pode ser alguém além de apenas um campeão, basta pagar o preço para isso”, encerra.

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