Vice no Mundial 2019, Lucas Valente diz que ‘respeitou demais’ Lepri e garante: ‘Foi só o começo’; confira

Publicado em 26/06/2019 por: Nilmon

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Por Diogo Santarém

Aos 23 anos, o mineiro Lucas Valente foi um dos grandes destaques do último Mundial de Jiu-Jitsu, realizado pela IBJJF no início de junho, na Califórnia (EUA). O faixa-preta de Vinicius Draculino competiu na divisão dos leves e ficou com a prata, perdendo a final na decisão dos árbitros – após empate geral em 0 a 0 – para Lucas Lepri. A medalha de ouro não veio por detalhes, e ele garante que aprendeu para voltar ainda melhor no futuro.

Em entrevista à TATAME, o faixa-preta da Gracie Barra contou que esperava a vitória e confiava nas suas capacidades para superar Lepri, um hexacampeão mundial. Porém, sai satisfeito com sua campanha, apesar de garantir que tem muito mais para mostrar. No último fim de semana, inclusive, Lucas venceu Marcio André pelo Third Coast Grappling.

“Eu esperava ganhar, porém não posso reclamar, estou feliz, mas me decepcionei um pouco. Acho que fiz uma boa campanha, lutei com os melhores da categoria, mas não cheguei nem perto de mostrar tudo que sou capaz. Tenho muito mais a mostrar e a melhorar. Não seria justo reclamar de uma prata no Mundial, especialmente na categoria peso leve, onde sem dúvida tem o maior número de caras duros, mas o ouro é minha obsessão (risos)”, afirmou Valente, em seguida analisando a finalíssima contra Lepri.

“O Lepri, sem dúvida, é o melhor leve da história. Eu, assim como centenas de mensagens que recebi, acho que ganhei a luta, mas como é de costume em empates, a luta vai para o veterano. Acho que respeitei ele demais, deveria ter acelerado mais no início. Mas fico feliz porque provei que a minha guarda é uma das melhores do mundo, e foi só o começo”.

A emoção de Lucas Valente, entretanto, não ficou restrita apenas à sua participação no campeonato. Marido da faixa-preta Andressa Cintra, ele viu a companheira ser campeã mundial pela primeira vez ao vencer no peso meio-pesado e precisou controlar o coração.

“Foi incrível ver todo o trabalho e dedicação dela serem recompensados. Com certeza fiquei muito mais nervoso na final dela do que na minha (risos). Nossa relação é incrível, passamos basicamente o dia todo juntos. Sempre motivando e inspirando um ao outro”.

Quem também inspira o jovem lutador da Gracie Barra é seu professor, o casca-grossa Vinicius Draculino, a quem ele rasgou elogios. Outras inspirações para Valente são Rômulo Barral, Roberto Roleta, Nino Schembri, Michael Langhi e Roger Gracie: “O Dracu é meu pai de coração, tenho o maior carinho,amor e admiração do mundo por ele, me ensina tudo, desde Jiu-Jitsu até como falar com o pessoal do telemarketing americano (risos). Além dele, gosto do Rominho, pelo competidor que é e a mentalidade forte; Roleta, Nino e Langhi pelas guardar fenomenais; e o Roger, por representar um lutador de verdade”.

Por fim, Lucas, que hoje mora em Houston, no Texas (EUA), onde treina e dá aulas com Draculino, falou sobre seus planos para o restante da temporada as chances no MMA.

“Vou usar alguns meses agora para focar em lutas casadas e seminários, mas a preparação para o Mundial 2020 já começou forte! Quero lutar MMA pela experiência, mas não seguir”.

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