Rafaela Silva tem dia perfeito em Budapeste e conquista segundo ouro consecutivo no Circuito Mundial; veja

Publicado em 13/07/2019 por: Nilmon
Rafaela Silva tem dia perfeito em Budapeste e conquista segundo ouro consecutivo no Circuito Mundial; veja Rafael Silva é esperança de medalha para o Brasil no Mundial de Judô (Foto Gabriela Sabau / IFJ)

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Rafaela Silva segue colecionando pódios na temporada 2019. Na última sexta-feira (12), primeiro dia de disputas do Grand Prix de Budapeste, na Hungria, a campeã olímpica enfileirou adversárias e conseguiu uma revanche na final contra a kosovar Nora Gjakova para ficar com o bicampeonato da competição húngara. Foi o segundo ouro consecutivo da brasileira no Circuito Mundial IJF e seu sexto pódio no ano. Há dois meses, ela foi campeã também do Grand Slam de Baku. Com a conquista, Rafa passa a ter dois ouros e quatro pratas em 2019.

“Fiz uma competição boa. Consegui aproveitar bastante os treinamentos que fizemos em Alicante e em Valência para praticar algumas coisas que eu vinha trabalhando e soltar mais golpes”, avaliou a campeã.

Nas preliminares, Rafaela foi impecável, vencendo três lutas seguidas por ippon. Primeiro, projetou Hadeel Elalmi, da Jordânia. Nas oitavas-de-final, projetou e imobilizou Carla Mascaro, da Espanha, para avançar às quartas-de-final. Novamente, a vitória veio no chão, com imobilização sobre a experiente austríaca Sabrina Filzmoser, de 39 anos.

O duelo mais duro das preliminares ficou para a semifinal, onde Rafaela encarou a dona da casa, Hedvig Karakas. Motivada pela torcida no ginásio, a húngara entrou agressiva e conseguiu forçar dois shidos à brasileira. Rafaela teve que reagir e conseguiu um contragolpe no golden score, marcando o waza-ari que a levou à sua sexta final no ano.

O duelo pelo ouro foi uma reedição da final do Grand Prix de Tbilisi, da qual Rafaela saiu com a prata. Mais atenta dessa vez, a brasileira apostou nos seus eficazes golpes de contra-ataque, esperou as entradas de Gjakova e revidou duas vezes, marcando dois waza-ari (ippon).

“Eu já estava entalada com essa final da Geórgia que perdi para essa adversária. Então, dessa vez, fui com um pouco mais de sangue nos olhos. Estou feliz com meu desempenho esse ano. É manter o foco agora, seguir firme nos treinos para os Jogos Pan-Americanos e para o Campeonato Mundial”, concluiu.

Completaram o pódio do peso Leve feminino Hedvig Karakas e Sabrina Filzmoser, com bronzes.

Eleudis chega perto do bronze, mas fica em quinto

O Brasil ainda teve uma segunda chance de subir ao pódio na sexta-feira, com a meio-leve Eleudis Valentim. Depois de vencer Anastasia Polikarpova (Rússia), Madelene Rubinstein (Noruega) e Ana Perez Box (Espanha) nas primeiras rodadas, Eleudis chegou à semifinal, onde encarou a suíça Fabienne Kocher.

Em luta acirrada, cada atleta recebeu duas punições e, no golden score, a brasileira acabou punida uma terceira vez e foi para a disputa de bronze.

Em sua última luta em Budapeste, Eleudis encarou a experiente Andrea Chitu, da Romênia, e foi imobilizada após tentar uma técnica de projeção. Quinto lugar e mais 252 pontos no ranking mundial, portanto, para a brasileira.

Na mesma categoria, Larissa Pimenta ficou em sétimo lugar ao perder para Ana Perez Box na repescagem. A espanhola ficou com o segundo bronze. Ouro e prata ficaram com Chishima Maeda (Japão) e Fabienne Kocher (Suíça), respectivamente.

Phelipe Pelim (60kg), Ítalo Carvalho (60kg), Diego Santos (66kg), Eduarda Francisco (48kg) e Tamires Crude (57kg) também lutaram na última sexta, mas caíram nas oitavas-de-final de suas categorias.

O Grand Prix de Budapeste continua no final de semana com mais brasileiros em ação. Essa é a última competição do Brasil antes do Pan de Lima, que será de 08 a 11 de agosto para o Judô.

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