Treinador revela que lesão em outro joelho botou luta com Jones em risco, e Marreta diz: ‘Não pude dar 100%’

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 08/07/2019
Treinador revela que lesão em outro joelho botou luta com Jones em risco, e Marreta diz: ‘Não pude dar 100%’

publicidade

Apesar da boa atuação diante de Jon Jones na luta principal do UFC 239, realizado no último sábado (6), em Las Vegas (EUA), onde foi derrotado por decisão dividida, Thiago Marreta sabe que o resultado poderia ter sido diferente se uma lesão sofrida no joelho esquerdo, ainda no primeiro round, não o tivesse incomodado tanto durante o combate.

O que poucos sabem, porém, é que o brasileiro também passou por problemas antes do confronto. Treinador de Thiago, Tatá Duarte revelou ao site MMA Fighting que seu atleta sofreu uma lesão no outro joelho, o direito, na vitória contra Jan Blachowicz, em fevereiro, mas que aceitou enfrentar Jon Jones mesmo com o atraso no início de sua preparação.

“O camp começou com um atraso de 45 dias, o Thiago só teve dois meses para se preparar para a luta, mas não quis deixar o combate. O médico nos deu um prazo, mas tivemos um problema depois. Heather (Linden), fisioterapeuta do UFC, foi quem tratou o joelho dele. Ela estava no UFC 237, no Rio, e trabalhou no joelho dele por seis dias seguidos, descobriu qual era o problema e conseguiu resolvê-lo. Foi quando ele começou o camp. Dissemos a ele: ‘Thiago, vamos sair da luta’. E ele disse: ‘Não, não vou sair’. Ele não queria. Fizemos esse camp em dois meses. Deveriam ter sido pelo menos três, mas não tivemos tempo”, revelou Tatá, que mostrou-se bastante orgulhoso com a atuação do seu pupilo no UFC 239 e afirmou que Jones “teria caído” se Marreta não tivesse a nova lesão no joelho.

“Jones o respeitou porque estava sendo atingido. Esta é a verdade. Ele começou a sentir dor e pensou: ‘Cara, esse cara bate muito forte. O que eu vou fazer?’ Ele sabe que Thiago tem poder de nocaute. Lá dentro, ele sabia quem era o ‘Marreta’. Ele sabia que teria de matar o Marreta. O Thiago sai maior do que antes. Quando eu estava carregando ele pra fora do octógono, todo mundo lá, americanos e brasileiros, estavam torcendo por ele e vaiando a entrevista do Jones. Vou ser honesto com você: isso pra mim vale mais do que o cinturão. Ser aplaudido e reconhecido assim, ter gente achando que ele ganhou”, exaltou.

Marreta lamenta lesão sofrida na luta

Mesmo com o sentimento de dever cumprido após o bom desempenho no duelo principal, Marreta tem noção de que o resultado poderia ser diferente. A lesão sofrida no joelho esquerdo ainda no round inicial do confronto contra o americano gerou lamentações do brasileiro, que deu detalhes do que ocorreu em entrevista aos jornalistas depois da luta.

“No primeiro round, meu joelho saiu do lugar. Não sei muito bem explicar o que aconteceu. Não foi nenhum golpe dele. Eu mesmo pisei. Não sei explicar o que aconteceu. E aí foi isso que vocês puderam ver durante a luta. Me atrapalhou um pouco, mas eu tentei fazer tudo que podia nas condições que estava. Deixei tudo lá dentro. A luta estava do jeito que treinamos, estava boa, eu estava enxergando tudo, todos os golpes dele. O joelho atrapalhou meus ataques. Então não foi surpresa. Exatamente o que eu treinei, foi o que aconteceu. Achei que a luta foi bem apertada. No final estava muito desapontado pelo que aconteceu com meu joelho e não pude dar 100%. Lembro que machuquei muito com meus chutes nas pernas e joelhos dele. Algumas vezes minha mão conectou, mas não chegou a entrar como eu queria. A minha progressão, que a gente treinou tanto, com meu joelho ruim impediu que eu fizesse isso. Toda vez que atacava progredindo, meu joelho falhava e duas ou três vezes eu caí tentando atacar por causa do meu joelho”, detalhou Marreta, que ainda mostrou sinceridade ao afirmar que não se mostrou convicto em um triunfo.


“Fiz o que pude nas condições que eu estava. É uma luta. A gente não tem 100% de certeza que vai ganhar, mas estou satisfeito. Deixei tudo lá dentro, mesmo com o joelho machucado desde o primeiro round. Fiz quatro rounds apenas na base de canhoto, sem me movimentar como me movimento, sem aplicar golpes como aplico. Não choquei o mundo pelas circunstâncias, mas não foi demérito nenhum. Nas condições que eu estava, fiz o que pude e estou satisfeito. A luta foi muito parelha. Não teve um round convincente. Estávamos muito na dúvida. Sempre voltava achando que perdi o round. Na dúvida, eu sempre acho que perdi e voltava tentando fazer mais. Nenhum round eu tinha convicção de que tinha ganho”, encerrou, dizendo, por fim, que espera enfrentar o americano de novo.

“Sigo achando o que eu achava antes de lutar com ele. Que é um ser humano, um homem como outro qualquer. Sente dor, sangra, acusa os golpes também e acho que não existe ninguém invencível. Tive muitos bons momentos na luta e pude provar que ele não é invencível. Que é possível se fazer isso. O Jones é um talento, um cara muito inteligente. Tentou controlar a luta o tempo todo. É um grande campeão, não tenho o que falar. Eu assistia às lutas dele, tenho respeito por ele. Não foi o resultado que eu esperava, mas estou feliz pela oportunidade de lutar contra ele e espero encontrá-lo novamente”.

Veja também

publicidade

publicidade

Newsletter

Assine nossa Newsletter e receba notícias e novidades em primeira mão

publicidade