Da garagem de casa até o título absoluto no Mundial de Jiu-Jitsu: conheça a história da promessa Rui Alves Neto

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 27/08/2019
Da garagem de casa até o título absoluto no Mundial de Jiu-Jitsu: conheça a história da promessa Rui Alves Neto Rui Alves com Isaque Bahiense no Mundial: faixa-preta da Alliance é professor e inspiração para Rui (Foto reprodução Instagram)

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Por Diogo Santarém

Rui Alves Neto foi um dos grandes exemplos de superação nos tatames do último Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, realizado em junho, na Califórnia (EUA). Ainda faixa-azul na competição, o agora graduado faixa-roxa chegou nas finais do peso e absoluto. A expectativa, claro, era pelo ouro duplo, porém as coisas não saíram como esperado. No meio-pesado, Rui acabou superado por Steffen M. Banta e ficou com a prata. O brasileiro até poderia se abalar, mas sem abaixar a cabeça, mostrou força e superação para derrotar Enderson Dias no peso aberto, garantindo o ouro.

Em entrevista à TATAME, Rui falou sobre a “sensação indescritível” de dar a volta por cima e levar o ouro absoluto na faixa-azul. Na sequência, ainda no pódio, o integrante do projeto Dream Art, liderado por Isaque Bahiense, da Alliance, recebeu a faixa roxa do seu professor.

“Foi uma sensação indescritível, só sendo campeão para saber a sensação maravilhosa que é! Pra mim, o que fez a diferença foi acreditar no meu potencial e ouvir as pessoas certas. Deu certo e foi emocionante receber a faixa roxa no pódio sendo o melhor faixa-azul do mundo. Sempre sonhei com aquele momento e minha expectativa na faixa-roxa é ser campeão mundial de novo. Vou treinar e me dedicar cada vez mais para que eu conclua esse objetivo”, projetou o jovem de 19 anos, que ainda falou um pouco sobre como funciona o projeto Dream Art.

“O projeto é comandado pelo Isaque Bahiense. Sobre os treinos e tudo mais, basicamente fazemos Jiu-Jitsu, inglês, preparação física, ginástica natural e drills. Em variados dias da semana e aos sábados temos open match (tatame aberto)”, contou.

Confira o restante da entrevista com Rui Alves Neto:

-Luta mais difícil e superação no absoluto

Ao todo foram nove lutas, todas muito difíceis, mas se eu tivesse que escolher uma luta mais difícil, foi a primeira luta do absoluto. Eu tive que travar uma guerra comigo mesmo pois estava muito triste pela minha derrota na categoria e não coloquei o Rui 100% ali naquela luta, tive que me superar.

-Sensação de ser um campeão mundial

Foi fantástico! Eu treinei muito para estar ali e sabia que tinha condições de levar peso e absoluto. Fui vice-campeão no peso, mas dei a volta por cima no absoluto e sai com o ouro. Gostei muito das finais dos faixas-preta também, espero um dia estar ali dando um grande show pra toda galera.

 


-Principais inspirações dentro do Jiu-Jitsu

Minhas grandes inspirações no esporte são meu pai, que foi o cara que me apresentou o Jiu-Jitsu e me treinou na garagem de casa até a faixa azul. Ele nunca me deixou desistir. A outra grande inspiração é o meu atual professor Isaque Bahiense, não só pelo atleta que ele é, mas pela pessoa bondosa de coração, sempre ajudando as pessoas a não desistirem daquilo que elas acreditam. Ele vem mudando a minha vida, assim como de muitas outras pessoas dentro e fora do esporte. Ele é f***!

-Início na arte suave e planos pro futuro

Eu tenho 19 anos, nasci em São Paulo e moro em Carapicuíba (SP). Comecei meus treinos por influência do meu pai, que é faixa-preta desde 2008, e ficava me levando para conhecer academias de amigos dele até que eu peguei gosto e ele decidiu me treinar. Começamos a treinar na garagem da minha casa com algumas placas de tatame que ele tinha comprado, porém não tinha muita gente pra treinar conosco e, às vezes, treinávamos só nos dois. Desde o começo sempre gostei bastante de competir, e com o nível aumentando cada vez mais, decidi procurar uma equipe onde poderia me dedicar 100% para crescer dentro do esporte. Passei por algumas equipes e por fim cheguei aonde eu sempre quis, uma equipe de nível absurdo de competição que é a Alliance. Agora faço parte do projeto Dream Art, onde pretendo me formar um faixa-preta.

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