Coluna da Arte Suave: a importância das mulheres no ambiente do Jiu-Jitsu e o crescimento da prática feminina; opine

Publicado em 05/09/2019 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: a importância das mulheres no ambiente do Jiu-Jitsu e o crescimento da prática feminina; opine Luiz Dias, em seu novo artigo, fala sobre o Jiu-Jitsu feminino (Foto Ilan Pellenberg)

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* Mulheres no tatame. O que há uns anos era incomum, hoje é uma realidade evidente, um fato, com turmas e campeonatos só para mulheres. O número de lutadoras cresce a cada dia, e cada vez mais vemos mulheres treinando. Não importa a idade, elas estão pisando forte no dojo. Com sua suavidade, sem tirar sua vontade de vencer e finalizar, chamam atenção, e também entrando nas outras áreas da arte suave, criando mídias sociais para difundir e desenvolver o nosso Jiu-Jitsu.

Um dos exemplos que posso citar é a faixa-roxa Emanuelle, que criou o Instagram @tatame4girls, com o foco na força feminina nos tatames. Quimonos cor de rosa, alguns quimonos com bordados femininos, mas nem tudo é suavidade. Como professor, infelizmente, já presenciei homens que quando estão lutando com mulheres, exageram no uso da força e até usam da truculência. O Jiu-Jitsu é um esporte de contato. Ao meu ver, então, pense, você está lutando com uma mulher. Geralmente, elas são mais leves, e embora muito flexíveis e elásticas, não possuem a mesma força muscular dos homens, por exemplo.

Adeque sua força à força dela. Se for finalizado, não pense na questão como o centro seja “fui finalizado por uma mulher” e transforme isso em um sentimento depreciativo. Pense aonde falhou tecnicamente, na movimentação ou estratégia que não deu certo. Quando eu treino com as minhas alunas, treino com essas condições na minha mente, não usar força, e são treinos excelentes, porque são muitos flexíveis. Se for para usar força, creio que não seria um treino tão bom, e tanto eu como minha aluna não aproveitaríamos muito. Além, claro, de ter cuidado com as pegadas a serem feitas, afinal, Jiu-Jitsu é uma luta de contato.

Já vi treinos que quando o lutador é finalizado ou está sob uma “blitz”, ele se descontrola. Infelizmente, já observei isso na minha academia. Ser finalizado creio que ninguém gosta, mas não vejo demérito em ser finalizado por uma mulher. Pelo contrário, tome essa finalização como um caminho para pensar onde falhou e o que tem de melhorar. As mulheres são guerreiras, possuem o foco e a vontade de vencer.

Na hora da luta, entre com atenção e cuidado, e o principal, com muito respeito às mulheres, porque além de ser uma luta de contato, muitas estão vencendo preconceitos e resistências de famílias e ou de namorados para estar ali. Sendo assim, não precisam ter mais obstáculos, preconceitos ou pensamentos de desmerecimentos como “fui finalizado por ela.”. Devemos é receber todas as mulheres nos tatames com educação e respeito, e principalmente na hora da luta, respeitar seu biotipo, sua força e seu corpo.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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