Corte do UFC e recomeço no KSW: KLB revela como deu a volta por cima até alcançar disputa de título

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 12/09/2019
Corte do UFC e recomeço no KSW: KLB revela como deu a volta por cima até alcançar disputa de título KLB fez parte do camp com Glover e também com Cigano, com quem pegou algumas dicas (Foto: Reprodução/Instagram)

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*Resiliência. Essa pode ser a palavra usada para definir a trajetória de Luis Henrique KLB em pouco menos de um ano. O brasileiro viveu uma grande frustração ao ser cortado do UFC, maior organização de MMA do mundo, após colecionar três derrotas seguidas. Mesmo com uma luta ainda no contrato, o Ultimate optou pelo demissão e obrigou o carioca, então com 25 anos, a recomeçar.

O caminho não foi fácil. À TATAME, KLB disse que precisou contar com o amparo dos familiares, equipe e amigos. Além disso, buscou ajuda com um psicólogo para encontrar um equilíbrio e dá a volta por cima no MMA. Ainda em 2018, o faixa-preta de Jiu-Jitsu voltou ao cage para lutar no WOCS, evento nacional. Em menos de dois minutos, finalizou Roldofo Oliveira. Poucos meses depois, recebeu o convite lutar pelo KSW, um dos grandes eventos do cenário internacional. A estreia veio contra outra finalização.

Já no próximo sábado (14), no mítico estádio de Wembley, em Londres (ING), Luis Henrique fará o main event do especial card 50 do KSW. O brasileiro vai disputar o cinturão dos pesados contra o campeão Phil De Fries, que também tem passagens pelo UFC. O carioca relembrou este período e a volta por cima.

“Há um ano, mais o menos, estava sendo mandando embora do UFC, estava frustrado… Você ser mandando embora de uma grande empresa, como é o UFC, você fica muito triste e abalado. Mas meus amigos, meus treinadores, minha família me deram um suporte muito bom. Eu arrumei um psicólogo, o Paulo, que conseguiu colocar a minha cabeça no lugar. Eu dei a volta por cima e isso é importante. Isso acontece na vida de qualquer atleta e até mesmo das pessoas “normais”, no trabalho, a vida é assim, feita de altos e baixos. Isso faz parte do amadurecimento. Temos que trabalhar e confiar em Deus”, relatou.

Análise do adversário e dicas com Cigano

Adversário deste sábado, Phil De Frie vai realizar a terceira defesa de cinturão no KSW. O britânico terá o apoio da torcida inglesa. Já dentro do cage, KLB fez uma breve análise do oponente, mas destacou que tem um jogo mais efetivo: “O camp foi ótimo, eu treinei com o Glover. Depois que eu cheguei no Rio, o Cigano estava lá. Realmente, não tenho o que reclamar. Tive o amparo de grandes nomes. Fora o Tata, o Hugo (Cunha) e toda a galera da TFT. Ele é um cara grande, forte, gosta de derrubar… Mas eu me vejo melhor que ele neste aspecto”, disse o brasileiro, revelando que pegou algumas dicas com Junior Cigano, ex-campeão do UFC, que está treinando na TFT, no Rio, enquanto participa do quadro Dança dos Famosos, da TV Globo.

“O Cigano está lá com a gente agora. Foi campeão do mundo, está no Top-5 da atualidade, em alto rendimento há muito tempo. Peguei umas dicas com eles de Boxe e posso até usar no sábado”, disse.

Lutar em Wembley e protagonista da festa

Sobre a chance de lutar em Wembley, KLB mostrou animação, mas preferiu conter a empolgação. O atleta também se mostrou feliz por fazer o main event e disputar o título, em uma edição especial para a franquia.

“Lutar em Wembley será maneiro demais. Eu já lutei em vários estádios, eu tô lidando com normalidade. Mas é um estádio histórico, porém estou muito tranquilo quanto a isso. O card é histórico, número 50, algo especial. Pra mim está sendo maravilhoso fazer a luta principal. Isso está sendo muito legal”, destacou.

Ao ser indagado se o título poderia ser um passaporte para retornar ao UFC, KLB afirmou que deixará tudo acontecer no seu tempo e mostrou felicidade por fazer parte do KSW: “É um título mundial, uma grande organização. Vai ser uma grande vitória na minha carreira se isso acontecer. Vai ser excelente. Sobre o UFC, vamos deixar as coisas acontecerem. Estou em casa, no KSW, estou feliz”, concluiu o brasileiro.

*Por Yago Rédua

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