* Natural de Manaus, no Amazonas, Gregory Rodrigues, o “Robocop”, vive uma nova fase em sua vida. Aos 27 anos de idade, o lutador de MMA acaba de se mudar para os Estados Unidos e fechou um contrato de três lutas com o LFA (Legacy Fighting Alliance), uma das principais organizações de MMA do país.

Sua estreia aconteceu no último mês de julho, quando Gregory derrotou o americano Tanner Saraceno por decisão unânime dos jurados no LFA 71. O debute com o pé direito também marcou o retorno do brasileiro aos cages após cerca de um ano e meio.

“Meu retorno ao cage foi uma alegria muito grande pra mim, depois de sete meses passando por essa transição, mudança, não é fácil. Você mudar de cultura, de país, tudo acontecendo ao mesmo tempo, e foi mais complicado ainda porque eu não tinha uma equipe. Tive que estruturar meus treinos, preparação física… Fica aqui o meu agradecimento também ao pessoal da Black House, todo mundo que me ajudou nessa conquista. Eu estava há quase um ano e meio sem lutar, e quando se está no alto nível isso realmente faz uma diferença, mas foi uma grande luta, contra um cara duro, e o mais importante foi sair com a vitória”, comentou o Robocop, em entrevista à TATAME.

Com mais duas lutas em seu contrato com o LFA, Gregory espera obter novos triunfos e assim disputar o cinturão da organização, para primeiro ser campeão e, posteriormente, chegar ao UFC: “Meu próximo passo é fazer mais uma luta, ainda este ano, no LFA. E meu objetivo, minha meta mais próxima, é ser campeão peso-médio do LFA. O LFA pra mim é um grande show, um evento renomado e de onde saíram grandes atletas. Lá é uma grande porta de entrada e estou muito feliz de ter estreado, ainda mais com vitória. Esse é o melhor caminho que eu posso fazer para chegar no meu principal objetivo, que é o UFC”, concluiu.

Lutador profissional de MMA desde 2014, Gregory possui seis vitórias e duas derrotas em seu cartel. Natural do Jiu-Jitsu, o manauara também espera poder voltar a competir com o quimono em um futuro próximo.

Confira outros trechos da entrevista com Gregory Rodrigues:

– Diferença para conquistar a última vitória

Acho que o que fez a diferença, não só nessa vitória, mas em todas, foi o fato de eu ter uma vida dedicada a isso, a lutar. Tanto que eu aceitei essa luta do LFA com pouco tempo de preparação, apenas três semanas, em meio a mudança para os Estados Unidos, mas consegui atuar bem durante os três rounds. A minha preparação vem desde que eu era criança, aos 8 anos de idade, quando comecei a treinar Jiu-Jitsu. Eu sou forjado para isso, acredito que Deus me fez um lutador, então estou sempre pronto. Claro que tem o lado da estratégia também, organizar tudo, mas a minha mente é preparada para esse momento.

– Meta de chegar ao UFC e ser campeão

O UFC sempre foi e é um sonho. Acredito que pra mim, o UFC hoje já passou de um sonho, porque quando você trabalha para que isso se realize, ele já não é mais um sonho, é uma meta. Pra mim é questão de tempo chegar lá, e quando eu chegar, não quero ser só mais um. Vai ser tudo no momento certo, quero entrar para construir um legado, deixar o meu nome marcado e servir de exemplo para os demais.

– Raízes no Jiu-Jitsu e volta às competições

Uma das coisas boas que eu vejo nessa minha mudança para os Estados Unidos foi voltar a dar aulas de Jiu-Jitsu. É muito legal eu poder voltar a minha essência, aquilo que me trouxe até aqui. Às vezes passa na minha mente a vontade de voltar a competir, estar ali vivenciando tudo, eu tenho uma certa vontade de botar o quimono de novo e competir, quem sabe em um futuro próximo, no fim do ano ou em 2020.

* Por Diogo Santarém