Pinheiros vence Instituto Reação por 4 a 1 e conquista Grand Prix Nacional; em meio a caso de doping, Rafaela Silva é derrotada

Publicado em 24/09/2019 por: Yago Redua
Pinheiros vence Instituto Reação por 4 a 1 e conquista Grand Prix Nacional; em meio a caso de doping, Rafaela Silva é derrotada Pinheiros conseguiu uma grande vitória de virada sobre o Instituto Reação na decisão do torneio (Foto: Tati Amaya/MCS)

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Finalistas do Grand Prix Nacional de Judô em 2018, Instituto Reação e Pinheiros reviveram a rivalidade da última edição e quem se deu bem desta vez foi a equipe paulista: vitória por 4 a 1 sobre a agremiação carioca, na segunda-feira (23), no SESI Taguatinga, em Brasília.

Na defesa do título, o Instituto Reação começou a final na frente, com vitória acirrada de Juninho “Bomba” sobre Adriano Santos. O atleta da equipe carioca forçou três punições e conseguiu o primeiro ponto.

Logo em seguida, a campeã olímpica Rafaela Silva entrou no tatame para encarar Ellen Santana. A atleta paulista forçou dois shidos diante da carioca e, quando a luta entrou no golden score, Ellen precisou de 18 segundos para vencer o confronto por ippon e empatar o duelo em 1 a 1. O detalhe é que Rafaela é da categoria Leve (57kg) e no GP lutou no Médio (70kg), peso de origem de Ellen.

Na sexta-feira (20), o caso de doping da campeã olímpica se tornou público. Rafaela deu uma entrevista coletiva no Rio, alegou inocência e disse que contaminação possa ter acontecido através do contato com uma criança que tem asma e faz uso de um remédio com base na substância fenoterol. A lutadora pode perder a medalha de ouro conquistada no Pan de Lima, em agosto. Flávio Canto, líder do Instituto Reação, chegou a recomendar que a atleta não participasse do Interclubes neste fim de semana. Vale frisar que a judoca não está suspensa e pode seguir competindo, pelo fato de a substância ser “especificada” e não “proibida”. O julgamento pela WADA (Agência Mundial de Antidoping) ainda será marcado.

O terceiro confronto teve Victor Penalber, pelo Reação, e Giovani “Pezão”, pelo Pinheiros. Penalber usou a experiência para administrar a luta, forçando dois shidos em Giovani. Faltando dez segundos para o fim, “Pezão” conseguiu o ippon e virou o placar. Dois a um para o clube paulista. Precisando empatar a decisão, Luiza Cruz teve confronto duro contra Maria Suelen Altheman. Experiente, a atleta do Pinheiros soube controlar a luta e venceu imobilizando Luiza até o ippon.

David Moura foi o responsável por tentar dar uma sobrevida ao Reação diante de Eduardo Yudy. Mas não foi páreo para um ágil peso médio (81kg), que conseguiu um ippon surpreendente contra o peso-pesado e a vitória do Pinheiros por 4 a 1 no Grand Prix Nacional de Judô. Foi o primeiro título do clube paulista em formato de equipe mista, como será nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Antes da final, a Sogipa e o Minas Tênis Clube garantiram o bronze. A equipe do Rio Grande do Sul venceu o Paineiras, enquanto o clube mineiro conquistou o terceiro lugar com triunfo sobre o Paulistano.

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