Túnel do tempo: relembre a primeira edição do Brasileiro por Equipes, em 1995, com uma cobertura histórica da TATAME

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 06/09/2019
Túnel do tempo: relembre a primeira edição do Brasileiro por Equipes, em 1995, com uma cobertura histórica da TATAME Capa histórica do primeiro Brasileiro de Jiu-Jitsu por Equipes, disputado em 1995 (Foto reprodução)

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Campeonato consagrado no cenário nacional, o Brasileiro de Jiu-Jitsu por Equipes chega à sua 24ª edição em 2019. O primeiro evento foi em 1995, reunindo grandes nomes do esporte, e a TATAME, é claro, esteve presente nesse marco histórico!

Um dos destaques foi Fábio Gurgel, hoje líder da Alliance, que relembrou seu combate contra o também casca-grossa Roberto Roleta, eleito na época o ponto alto da competição.

“Lembro que naquela época era comum os faixas-marrom e preta lutarem juntos, eu já tinha inclusive lutado contra o Amaury (Bitetti) uns anos antes, eu de preta e ele de marrom. A luta contra o Roleta foi a final entre Alliance e Gracie Barra (na época Barra Gracie), ele de faixa-marrom ainda, e o Amaury era o árbitro, por coincidência. Fui raspado para fora do tatame, o Roleta ganhou dois pontos, restavam dois minutos para terminar ele estava na frente, mas faltando um minuto e meio consegui passar a guarda dele virar a luta. Foi uma luta duríssima, passei um susto, mas no final deu tudo certo e a Alliance foi campeã”.

Primeiro Campeonato Brasileiro por Equipes
* Por Marcelo Alonso

Ginásio da Universidade Gama Filho, subúrbio do Rio de Janeiro, 6 de maio de 1995. Em quatro ringues os confrontos entre as equipes se sucediam simultaneamente. A agilidade das lutas garantiam emoção ao público e muito trabalho para os treinadores, que corriam de um dojo para o outro procurando dar instruções aos seus atletas.

O Jiu-Jitsu mostrou mais uma de suas faces, a competição por equipes. Com uma organização bem feita pela Confederação, começando com a escolha de um local apropriado, os problemas do Brasileiro de 1994 não se repetiram e as lutas transcorreram normalmente sem que houvesse invasão.

Pondo em prática uma nova forma de disputa, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) conseguiu contagiar todos os envolvidos no evento. Cada equipe contava com cinco atletas titulares e dois suplentes, fato que proporcionava maior poder de fogo aos treinadores que podiam substituir seus atletas a cada nova etapa. Os confrontos entre as equipes eram decididos em cinco lutas feitas pelos titulares, e a que obtivesse o maior número de vitórias sagrava-se vencedora da etapa. A sutileza da regra contribuiu para aumentar mais ainda a expectativa geral.

Os atletas foram divididos em dois pesos, até 73kg e acima de 73kg, e três faixas. Portanto, tivemos seis categorias em disputa: duas na faixa-azul, duas na roxa e duas nas faixas-marrom/preta, que são juntas.

Faixas-preta vs marrom

Minutos finais de uma luta histórica: a guarda, até então intransponível, é passada. Mas com a persistência dos fortes, Fábio Gurgel, faixa-preta, espanta a zebra e garante o primeiro ponto para a equipe Alliance. A luta entre Gurgel e Roberto Magalhães “Roleta” – equipe Barra Gracie – foi a primeira da dura caminhada da Alliance até a conquista do título.

A etapa prossegue com Castello Branco pegando o braço de Rommel Cardoso e marcando Alliance 2 a 0. Roberto Traven, em uma disputa acirrada com Daniel Simões, ganha por pontos e marca 3 a 0. Etapa definida, a última luta é apenas para cumprir tabela, Alexandre Paiva entra no ringue e não dá chance a Eduardo Lima. Final Alliance 4 x 0 Barra Gracie.

O confronto entre as equipes acima de 73kg nas faixas-marrom/preta continua com a vitória da equipe Barra Gracie sobre a Crézio Jiu-Jitsu, que tinha ficado de baia. Com apenas três equipes nesta categoria, a vitória qualificou a Barra Gracie para disputar a final contra a Alliance. Iniciados os combates, o time de faixas-preta da Alliance fez valer sua experiência e repetiu o placar da primeira etapa. Castello Branco derrotou Roleta, Gurgel superou Eduardo Lima, Paiva ganhou do pesado Daniel e, na última luta da noite, Jamelão venceu Rommel.

Royler comanda equipe

Encabeçando sua equipe de guerreiros, o representante da família Gracie mostro que além der ser bom em ação é um excelente comandante. Seu exército composto todo por faixas-marrom levou a batalha contra os combatentes da Alliance. Saulo, o batedor da tropa, venceu “Leosinho” com uma queda. Barreto, um soldado obstinado, não deu chances para Roninho e derrotou o inimigo com um estrangulamento pelas costas. A guerra chegou à sua hora decisiva e se fez necessária a presença do comandante. Com uma estratégia de combate digna dos grandes líderes, Royler sobrepujou o valente Marcelo Mendes quando ele menos esperava, finalizando com um estrangulamento.

Com a guerra definida, restava aos oponentes lutarem por sua honra. Entram na arena os gladiadores Paulinho e Muzio e, em uma batalha dura, os rivais buscam a vitória até o último momento. No fim a maior combatividade de Paulinho o fez vencedor. E quando o exército inimigo parecia derrotado, Cleber, encarregado de proteger a retaguarda, se deparou com o valente Ratinho, disposto a vingar a guerra perdida. Porém, Cleber mostrou porque foi escolhido para um posto tão importante e triunfou por pontos. Fim de batalha: Gracie Humaitá 5 x 0 Aliance. Os guerreiros do Humaitá vencem a categoria até 73kg.

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