Bia aponta ‘nível equilibrado’ no Queen of Mats, comenta ouro no ADCC e diz: ‘Defender o título em 2021 não será fácil’

Publicado em 30/10/2019 por: Yago Redua
Bia aponta ‘nível equilibrado’ no Queen of Mats, comenta ouro no ADCC e diz: ‘Defender o título em 2021 não será fácil’ Bia Basílio conquistou o ADCC pela primeira vez neste ano e mira o bi em 2021 (Foto reprodução Instagram)

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* Na temporada de 2019, Bia Basílio vem se consolidando como uma das maiores atletas de Jiu-Jitsu da atualidade. A faixa-preta da Almeida JJ venceu pela primeira vez o ADCC, maior torneio de luta agarrada do mundo, foi ouro no World Pro e no Brasileiro da CBJJ, além de ser bicampeã da superluta do BJJ Stars. Fora isso, conquistou a prata no Mundial da IBJJF. As conquistas, segundo a própria atleta, são resultado de 12 anos de dedicação integral à arte suave.

O próximo objetivo da faixa-preta será nesta sexta-feira (1), quando Bia entra em ação na estreia do Queen of Mats da AJP Tour. O torneio, exclusivo para mulheres, vai fazer parte da programação do Abu Dhabi Grand Slam do Rio de Janeiro, que vai até o próximo domingo (3) e tem entrada gratuita para o público. À TATAME, Bia elogiou a proposta e projetou uma disputa muito equilibrada entre as seis concorrentes.

“Eu achei fantástico o que eles (AJP) fizeram, eu vejo como mais um conquista no Jiu-Jitsu feminino competitivo que vem crescendo cada vez mais e mostrando sua qualidade. Parabenizo a organização da AJP Tour pela iniciativa. Mandaram muito bem. O nível está bem equilibrado entre as candidatas, cada uma com seu estilo diferente de luta e isso faz o jogo ficar mais interessante. Todas são cascas-grossas”, destacou.


Já sobre a conquista recente do ADCC, em setembro, na Califórnia (EUA), a lutadora comentou como foi o processo de aprendizado após ficar com a medalha de prata em 2017. Na ocasião, ela foi derrotada por Bia Mesquita. Já de olho em 2021, Basílio promete “trabalhar ainda mais” para manter o título.

“Eu perdi a batalha em 2017 naquele ADCC, mas não perdi a guerra, pois os trabalhos não pararam em nenhum momento. Eu acredito em Deus, aquele que deu seu filho por nós, e sei que tem tempo para todas as coisas. Fiquei triste por não ter vencido naquela época, mas sabia que era o tempo de outra pessoa e não o meu tempo, que a minha hora, independente de quando fosse, iria chegar, porque Deus é fiel em suas promessas. Ele (Deus) colocou este sonho em meu coração. Eu treinei o dobro para o ADCC 2019, fui campeã, estou muito feliz, mas já tenho que pensar em 2021. Defender o título não será um desafio fácil, provavelmente, terei que me dedicar o triplo para isso, mas de uma coisa eu tenho certeza: darei meu melhor sempre, para honrar aqueles que me honram”, apontou a jovem faixa-preta, de 23 anos.

Além disso, durante o bate-papo com a TATAME, Bia ressaltou a importância do título do ADCC para ela e comentou a vitória sobre Ana Schmitt na superluta do BJJ Stars, que foi uma reedição da final do Mundial.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

– Impacto do título do ADCC na carreira

É uma conquista muito legal e gratificante. Poder representar minha família, meu marido Léo Lara, meu pai Gil, mãe Beatriz, meu irmão Raul Basílio, professores Caio e Diogo Almeida, meus principais patrocinadores Moto clube In Omerta, Cls Idiomas, Be Motors, Progress, Bearfoot, Choke Repuplic e minha equipe Almeida JJ. É uma honra representá-los, eu me sinto mais alegre em lutar, pois sei que essas pessoas acreditam no meu trabalho. Ser campeã deste evento já me abriu portas, como lutas casadas e novas parcerias.

– Lições para se manter no topo

Pra mim não é questão de dificuldade, pois cada luta é uma luta, cada dia é um dia diferente do outro, eu continuo treinando muito e me esforçando para evoluir. O resultado é consequência do trabalho duro. E haverá dias que alguém estará melhor que você, faz parte, o mais importante é você ser constante e não buscar provar nada pra ninguém, porque quando isso acontece pode ser o início da sua queda.

– Criar uma hegemonia dentro do Jiu-Jitsu

Eu me dedico para ser a melhor sempre, e tentar chegar a qualquer recorde máximo do meu esporte. Não quero jamais passar por cima de alguém, mas sim que minha vida seja um exemplo bom para aqueles que me acompanham, não só dentro, mas como fora do tatame. Essa é a meta, meu objetivo no esporte.

– Vitória sobre a Ana no BJJ Stars

Como eu disse anteriormente, eu acredito que exista tempo certo para tudo e todos, e vejo a Ana buscando este título há algum tempo, assim como eu, mas Deus honra seus filhos e foi o momento dela. Claro que eu gostaria muito de ter vencido (no Mundial), eu não consegui me soltar mais, talvez, tenha deixado a adrenalina, misturada com a vontade de vencer e o medo de perder, me travarem naquela luta, por ser a final do Mundial. Acabou empatando e eu, mais um ano, não levei este título, mas os trabalhos continuaram, também na parte psicológica, para eu soltar o jogo nas competições. Tanto que agora no BJJ Stars, eu me impus primeiro, soltei o jogo e consegui vencer. A vida é feita de momentos, precisamos lidar com eles.

– Paixão por competir e freio do professor

Na minha opinião, acaba sendo natural você selecionar alguns tipos de evento, ao qual seja um objetivo importante a alcançar principalmente no primeiro semestre do ano, que a preparação costuma ser mais intensa no Jiu-Jitsu. Mas eu sempre estou olhando todos os calendários de competições e querendo lutar tudo (risos), o meu professor Caio Almeida que está sempre com o pé no freio quando precisa.

* Por Yago Rédua

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