Artigo: o ‘vínculo’ entre professores e crianças acima de 3 anos nas academias de artes marciais; saiba mais sobre

Publicado em 07/12/2019 por: Mateus Machado
Artigo: o ‘vínculo’ entre professores e crianças acima de 3 anos nas academias de artes marciais; saiba mais sobre

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* Estamos no terceiro artigo relacionado sobre qual é a melhor idade para as crianças iniciarem nas academias de artes marciais e, por esse motivo, não podemos deixar de fora o essencial, o “vínculo entre professores e crianças”.

A construção do vínculo afetivo se dá no nascimento, principalmente entre a mãe e o bebê, enquanto ela o alimenta, dá carinho e atenção, atendendo à todas as suas necessidades e passando segurança para o pequeno. Através das interações sociais e afetivas do bebê com as pessoas de seu ambiente imediato, notadamente à mãe, ele irá desenvolver um sentimento de confiança básica no mundo e em si mesmo. Isto é, se a criança recebe certa dose de afeto, de amor, de uma pessoa que lhe é receptiva e se comporta de maneira consistente, ela irá lançar em seu interior um sentimento de que o mundo é bom.

* Importância da união entre crianças e família em academias para o desenvolvimento pessoal

Uma das vantagens das academias de lutas marciais, é que muitas crianças já estão frequentando escolas e isso ajuda muito na socialização. Lembrando que as crianças ampliam o forte apego dos primeiros anos de vida aos pais. Para outras pessoas o apego passa, então, a ser chamado de vínculo.

Considerando todos os estudos sobre as contribuições da afetividade para o desenvolvimento humano, foi possível compreender melhor como o vínculo afetivo pode potencializar a relação entre o professor – aluno e o processo de aprendizagem. Os professores devem levar em conta os sentimentos e emoções de seus alunos e olhar de maneira mais afetiva para suas necessidades, e dessa forma se construirá uma relação positiva entre eles.

Conforme SALTINI (1997): A serenidade e a paciência do educador, mesmo em situações difíceis faz parte da paz que a criança necessita. Observar a ansiedade, a perda de controle e a instabilidade de humor, vai assegurar à criança ser o continente de seus próprios conflitos e raivas, sem explodir, elaborando-os sozinha ou em conjunto com o educador. A serenidade faz parte do conjunto de sensações e percepções que garantem a elaboração de nossas raivas e conflitos. Ela conduz ao conhecimento de nós mesmos, tanto do educador quanto da criança.

Sendo assim, o vínculo entre professores e alunos é essencial para o desenvolvimento intelectual e social. Lembrando que ninguém consegue ficar em qualquer lugar sendo mal compreendida, ainda mais crianças, que diante das circunstâncias, têm o seu olhar sensível e amoroso esperando receber atenção, limites e afeto.

REFERÊNCIAS 

  • XI Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação SEPesq  – 19 a 23 de outubro de 2015 – O VÍNCULO AFETIVO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO.  https://www.uniritter.edu.br/files/sepesq/arquivos_trabalhos/3611/710/862.pdf
  • Rappaport, Clara Regina. Psicologia do desenvolvimento/ Clara Regina Rappaport, Wagner da Rocha Fiori, Claudia Davis. São Paulo: EPU, 1981 – Bibliografia. Conteúdo: v. 1 – Teorias do desenvolvimento.

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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