A PFL (Professional Fighters League) anunciou uma contratação de peso para o seu plantel na última quarta-feira (18). Trata-se de Rory MacDonald, ex-campeão meio-médio do Bellator e ex-desafiante ao título da divisão no UFC. A informação foi confirmada pela própria organização através de suas redes sociais.

Com 30 anos de idade e um cartel de 21 vitórias e seis derrotas no MMA profissional, o canadense – famoso por batalhas épicas e sangrentas – chega como um dos favoritos ao título do GP dos Meio-Médios em 2020, onde o grande prêmio de US$ 1 milhão (R$ 4 milhões) estará em jogo de novo. Na temporada atual, as finais por categoria serão realizadas no dia 31 de dezembro, em Nova York (EUA).

“Estou muito animado por me juntar à PFL, onde todo ano o cinturão e o prêmio de 1 milhão de dólares estão lá para o melhor lutador, sem joguinhos ou politicagem. Realmente acredito e gosto deste formato de temporada adotado também pelos lutadores da PFL”, celebrou o lutador em entrevista à ESPN americana.

Após deixar o UFC, Rory MacDonald ingressou no plantel do Bellator em 2017 e realizou seis lutas pela organização, com três vitórias, duas derrotas e um empate. Em sua última apresentação, que ocorreu em outubro, o canadense foi superado pelo brasileiro Douglas Lima por decisão unânime dos jurados na grande final do GP da categoria e, desta forma, perdeu o cinturão meio-médio do Bellator.

Douglas Lima lamenta ida de MacDonald para a PFL 

Rory MacDonald e Douglas Lima travaram uma breve rivalidade no Bellator. No primeiro encontro entre os dois lutadores, em 2018, melhor para o canadense, vencedor por decisão unânime, enquanto o brasileiro se “vingou” e saiu com o triunfo em outubro deste ano, sagrando-se o novo campeão meio-médio. Em entrevista ao site MMA Junkie, Douglas afirmou ter sido pego de surpresa com a ida de Rory para a PFL e um pouco “desapontado” por “fechar” a rivalidade sem a oportunidade de fazer uma trilogia com o oponente.

“Estou um pouco desapontado. Definitivamente, me surpreendeu. Foi inesperado. Tivemos uma primeira luta equilibrada, a segunda foi um pouco melhor, mas não tão emocionante. Eu pensei que íamos fazer a terceira luta. Mas de qualquer forma, eu peguei o cinturão. Era o que eu queria. Não era sobre vingança ou algo do tipo. Eu só queria o meu título. Você aprende lutando, e isso (derrota na primeira luta) meio que me mudou e me ajudou muito. Eu definitivamente aprendi muito mais lutando com ele do que com qualquer outra pessoa. Eu tenho que agradecer a ele. Ele me ensinou muito em nossa primeira luta. Eu nunca vou esquecer isso, realmente me ajudou na minha carreira. Mas acabou agora. Esse capítulo está fechado”.