* Enquanto aguarda o convite de uma grande organização, preferencialmente o UFC, Gregory Rodrigues segue adicionando vitórias ao seu cartel no MMA. A última delas veio no Smash Global 9, realizado dia 19 de dezembro, em Hollywood, nos Estados Unidos. Contra Brandon Hester, o brasileiro precisou de apenas um round para vencer por nocaute (veja o vídeo abaixo), conquistar o cinturão peso-médio e somar seu sexto triunfo seguido. A curiosidade: todos por eventos diferentes.

“Eu sempre disse ‘sim’ para os eventos que me convidaram, e se fosse para contar todas as minhas lutas, teriam mais três no Sherdog, que não aconteceram porque os atletas desistiram no dia do evento. Nem todo mundo quer lutar comigo, porque sou um lutador completo. Tenho um nível alto de Jiu-Jitsu, fui da seleção brasileira de Wrestling e treino Boxe desde os 12 anos de idade. Então, está cada vez mais difícil achar oponentes, de vez em quando aparece um corajoso (risos). Acho que está na hora de lutar em um evento grande para estar entre os melhores. Só estou esperando a ligação”, afirmou Gregory à TATAME.

Sobre o triunfo no Smash Global 9, o “Robocop”, como é apelidado o brasileiro, explicou como recebeu o convite para lutar no evento selecionado e analisou sua atuação diante do americano Brandon Hester.

“Eu me senti muito honrado quando fui convidado para lutar no evento. O Smash Global acontece em uma das ruas mais famosas de Hollywood, no Taglyan Cultural Complex, e é um evento fechado com apenas 250 convidados da alta sociedade de Hollywood, atores e atrizes, cantores, empresários… O meu manager me ofereceu essa luta e me senti muito engrandecido, até porque seriam apenas quatro lutas na noite e disputei o título dos médios. Fiz o dever de casa e trouxe o cinturão pra casa! Foi a melhor luta da noite, muitas pessoas vieram me parabenizar pelo desempenho”, disse o lutador, que completou:

“Eu e meu treinador ‘Brazilian Samurai’ percebemos que ele abaixava a cabeça quando tentava entrar nas pernas, então treinamos bastante o upper ou uma joelhada para finalizar ali. Eu percebi que ele sentiu quando dei um direto de encontro, ficou assustado, ai esperei o momento certo pra entrar com a joelhada”.

Por fim, agora com um cartel de sete vitórias e apenas duas derrotas no MMA profissional, Gregory projeta um 2020 ainda melhor enquanto aguarda por uma oportunidade no UFC ou em outra grande organização.

“Eu disse para o meu empresário, ‘estou com meu telefone carregado, só esperando a chamada do UFC’. Creio que a minha oportunidade em um grande evento está próxima. E tenho certeza que vou entrar na melhor fase da minha carreira, não espero menos do que ser o campeão. Porém, para mim ter o cinturão não significa que você é um campeão. O campeão é feito antes de um título! Você anda como um campeão, fala como um campeão, treina como um campeão, as pessoas têm você como um exemplo e o cinturão é só a consumação daquilo que você fez todos os dias”, encerrou o casca-grossa, hoje aos 27 anos de idade.

* Por Diogo Santarém