‘Pai herói’ e obsessão pelo ADCC: Kennedy Maciel comenta participação no torneio de luta agarrada e troca com Cobrinha

Publicado em 09/12/2019 por: Diogo Santarém
‘Pai herói’ e obsessão pelo ADCC: Kennedy Maciel comenta participação no torneio de luta agarrada e troca com Cobrinha Kennedy Maciel vem seguindo os passos do pai em busca de ser um multicampeão (Foto reprodução Instagram)

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Filho da lenda Rubens Charles Cobrinha, campeão do “Super Grand Slam” em 2017 (Europeu, Pan, Brasileiro, Mundial e ADCC), o faixa-preta Kennedy Maciel vem seguindo os passos do pai. Hoje, Kennedy é o representante da família mais ativo nos campeonatos, e foi assim no ADCC 2019, quando Cobrinha cedeu sua vaga para o filho participar, e ele não decepcionou.

Em sua primeira aparição no maior torneio de luta agarrada do mundo, que este ano aconteceu em setembro, na Califórnia (EUA), Kennedy só perdeu na final, em luta dura contra Augusto Tanquinho, e saiu com a prata. A decisão sobre quem iria participar do ADCC, porém, não foi fácil, conforme o jovem revelou.

“O nosso objetivo e sonho era lutar o ADCC juntos, porém as regras do evento não permitiram. Tivemos que conversar muito antes de tomar essa decisão, mas não foi algo surpresa, pois já vínhamos conversando há um tempo sobre a possibilidade de não poder lutar juntos”, explicou Kennedy em entrevista exclusiva à TATAME, confirmando ainda que o ADCC 2019 foi até hoje o maior torneio disputado por ele.

“Com absoluta certeza. Mas acredito que por ter sido meu primeiro ADCC me faltou um pouco de experiência na final, apesar de ter ficado em segundo lugar, nunca estive tão bem preparado fisicamente e psicologicamente para lutar. Não saio satisfeito com minha colocação e já estou faminto para o próximo”.

Em sua caminhada até a final, Kennedy encontrou Tye Ruotolo, de apenas 16 anos e que foi uma das revelações do torneio. O filho de Cobrinha, entretanto, soube impor seu jogo contra o americano e passar para a decisão. Foi aí que, segundo ele, “faltou experiência” para desbancar Augusto Tanquinho, campeão após derrotar o faixa-preta da Alliance por 3 a 0 com uma pegada nas costas nos minutos finais.

“Confesso que essa questão (derrota) me deixou muito pensativo, pois dei 110% todos os dias até o evento. Tenho certeza que uma pessoa que teve grande parcela no meu desempenho foi o meu pai. Sem ele ao meu lado não teria chegado aonde cheguei, nem lutado como lutei. Já estou muito ansioso para o próximo ADCC, em 2021, contando os dias, horas e minutos para lutar”, projetou o jovem faixa-preta.

Por fim, Kennedy Maciel elogiou toda estrutura do evento, que segundo ele, possui uma atmosfera mágica: “Na minha opinião. em termos de estrutura e atmosfera. o evento estava ótimo. ‘Mágico’ é a única palavra que vem na minha cabeça quando lembro daquela sensação, um dos melhores sentimentos possíveis”.

* Por Diogo Santarém

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