Com senso analítico apurado, Aly comenta derrota para ‘gigante’ na semifinal do Europeu 2020; veja

Publicado em 30/01/2020 por: Tatame Tatame
Com senso analítico apurado, Aly comenta derrota para ‘gigante’ na semifinal do Europeu 2020; veja Mahamed Alu foi derrotado pelo gigante Seif Eddine e analisou derrota à TATAME (Foto IBJJF)

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* Campeão mundial de Jiu-Jitsu em 2018, Mahamed Aly teve uma parada complicada pela frente na semifinal da categoria dos pesadíssimos no primeiro grande torneio da IBJJF em 2020, o Europeu de Jiu-Jitsu, que foi realizado em Portugal, na última semana. O lutador acabou sendo superado pelo “gigante” Seif Eddine, o que gerou uma certa surpresa no público que acompanhava o campeonato.

Em bate-papo com a TATAME logo após o revés por pontos, Aly mostrou um senso analítico impressionante para, mesmo superado, entender o que tinha feito de errado e destacar os méritos do seu oponente.

“Eu puxei, tentei evitar a pegada que ele faz na faixa e coloquei na laçada. Tentei trazê-lo para o meu jogo, mas ele não entrou. Então, começou a fadigar a minha perna. Daí, tentei voltar para manter a laçada e a tentativa de omoplata, mas ele matou muito bem a omoplata. Depois, ele continuou pesando, eu eventualmente virei de quatro apoios”, disse o casca-grossa Mohamed Aly, que prosseguiu com a análise:

“Ele ficou dando ‘sprawl’ na minha cabeça e eu com as duas mãos na calça dele tentando levantar, mas ele ficou bem, colocando o peso bem em cima de mim. Matou também a minha canela para eu poder levantar. Basicamente foi isso. Teve uma hora que eu virei, ele passou a minha guarda e era tarde”, opinou.

Outro ponto importante destacado pelo lutador brasileiro diz respeito a estratégia. Mohamed acredita que tenha errado neste aspecto e, também por isso, o “gigante” Seif Eddine soube anular o seu jogo.

“Acho que não foi uma questão de dificuldade, mas sim de estratégia. Porque estrategicamente, eu queria puxar e colocar na laçada. Quando, na verdade, eu até consegui fazer, mas a minha perna não foi forte o suficiente para aguentar o peso dele. Daí eu tive que dar uma vantagem, correr atrás… Aí virou três pontos e uma vantagem, seis pontos… Depois que ele estava na frente, ele fez um jogo muito inteligente e não me deixou voltar para o meu jogo. Na verdade, em nenhum momento eu coloquei o meu jogo”, concluiu.

* Por Pierre Baldez

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