Em dezembro de 2018, no The Forum, em Los Angeles (EUA), Cris Cyborg sofreu o maior revés da sua carreira até agora, quando ainda campeã peso-pena do UFC, acabou destronada em apenas 51 segundos por Amanda Nunes. Quis o destino que a estreia da curitibana no Bellator fosse na mesma arena no estado da Califórnia, onde a brasileira teve a oportunidade de lutar com Julia Budd pelo título da divisão até 66kg no último sábado (25).

Após quatro rounds, Cyborg confirmou seu favoritismo, venceu a até então campeã por nocaute técnico e se tornou a nova dona do cinturão. Em coletiva de imprensa depois da coroação, Cris comentou sobre o fato de perder o cinturão peso-pena do Ultimate, sair da organização e reencontrar a “felicidade” na nova casa.

“Quando perdi o título (do UFC), deixei o cage e não estava triste. Estou falando de verdade. Eu sinto que algo saiu das minhas costas. Sinto que tudo aconteceu por uma razão. Se não perdesse o cinturão naquele dia, não estaria aqui agora campeã do Bellator. Aqui estou feliz. Lá eu não estava feliz. Eu estava trabalhando, mas me sentia escrava e não estava feliz”, comentou a curitibana, hoje aos 34 anos de idade.

Já a respeito do seu retorno ao The Forum – palco dos eventos -, Cyborg disse que não ficou abalada por lutar na mesma arena 13 meses após perder o título para Amanda Nunes: “Quando cheguei aqui e soube que lutaria no Forum, disse que Deus é incrível. Perdi meu cinturão aqui, voltei e lutei, consegui um novo título. Eu trabalhei muito duro para essa luta. Eu sempre trabalho duro e me sinto feliz por ter a oportunidade de fazer história”, afirmou Cyborg, que também fez elogios ao presidente Scott Coker.

Com a vitória sobre Budd, a brasileira fez história no MMA mundial ao ser a primeira atleta a conquistar um cinturão de quatro grandes organizações: Strikeforce, Invicta FC (só para mulheres), UFC e agora o Bellator.