Seleção brasileira vai bem no último dia e fecha Grand Prix de Judô em Tel Aviv com cinco medalhas; veja como foi

Publicado em 27/01/2020 por: Yago Redua
Seleção brasileira vai bem no último dia e fecha Grand Prix de Judô em Tel Aviv com cinco medalhas; veja como foi Medalhistas de Tel Aviv, em Israel, com a técnica Yuko Fujii (Foto Katherine Campos / CBJ)

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O Judô brasileiro abriu o ano olímpico no pódio. E a primeira medalha do país na temporada 2020 tem nome e sobrenome: Daniel Cargnin. O atleta da categoria meio-leve (66kg) faturou o terceiro lugar no Grand Prix de Tel Aviv, em Israel, após vencer quatro lutas e derrotar, na luta pelo bronze, o israelense Baruch Shmailov, número seis do ranking mundial. Além do pódio, o terceiro lugar renderá ao brasileiro mais 350 pontos para o ranking mundial da IJF, importantes na disputa por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

“Foi muito importante para mim, estou bem feliz com o bronze, ainda mais neste ano de Olimpíada. É bom para conseguir confiança e, se Deus quiser, vai dar tudo certo para chegar bem nos Jogos Olímpicos com chances e conseguir uma medalha”, avaliou Cargnin, de olho no aguardado evento em território japonês.

Eduardo Yudy leva bronze no segundo dia

O segundo dia do Grand Prix de Tel Aviv reservou mais uma medalha para o Judô brasileiro. Eduardo Yudy Santos (81kg) conquistou o bronze e 350 pontos no ranking internacional, essenciais na corrida olímpica. Em outra disputa do bronze, Alexia Castilhos foi superada pela tcheca Renata Zachova e ficou em quinto.

“Os treinamentos me ajudaram muito para chegar bem e focado na competição. Normalmente eu fico no fuso horário e acabo me desconcentrando. Mas, este longo tempo na Europa me ajudou a chegar bem e fazer meu jogo. Estava com a autoestima baixa, mas graças a Deus consegui esta medalha para o Brasil. Me sinto mais confiante e na próxima vez irei em busca do ouro, com certeza”, projetou o lutador.

Brasil fecha último dia com mais três pódios

Já no último dia do Grand Prix, foi a vez de Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) irem ao pódio. Ao todo, foram quatros bronzes e uma prata para o Brasil em Israel.

O melhor desempenho da competição foi do meio-pesado Leonardo Gonçalves, que enfileirou quatro adversários nas preliminares até chegar à decisão pelo ouro, onde encarou o israelense Peter Paltchik e a torcida local. Léo não abriu mão de seu estilo agressivo, buscou ataques e acabou surpreendido num contragolpe de Paltchik, que marcou o waza-ari e administrou a vantagem até o fim para ficar com o ouro.

Na mesma categoria, Rafael Buzacarini caminhou bem na chave, venceu duas lutas e só parou no alemão Karl-Richard Frey, nas punições, nas quartas de final. O brasileiro recuperou-se na repescagem, batendo o canadense Kyle Reyes para, em seguida, assegurar o bronze ao derrotar Daniel Mukete, de Belarus.

Seu xará, Rafael Macedo (90kg), teve desempenho semelhante, caindo apenas na semifinal diante do campeão mundial Donghan Gwak, da Coreia do Sul. A derrota não abateu Macedo, que entrou para o bronze determinado a vencer Marcus Nyman, da Suécia, e protagonizou um dos golpes mais bonitos da competição para vencer o sueco por ippon e ficar com a medalha de bronze, a quarta para o Brasil.

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