Coluna da Arte Suave: o respeito aos faixas-branca e o auxílio a eles no dia a dia do Jiu-Jitsu; leia e deixe a sua opinião

Publicado em 07/02/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: o respeito aos faixas-branca e o auxílio a eles no dia a dia do Jiu-Jitsu; leia e deixe a sua opinião O professor Luiz Dias fala sobre o respeito com o atleta faixa-branca (Foto Ilan Pellenberg)

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* Um fato que acredito acontecer na maioria das academias e percebo na minha, e que me deu a ideia desse artigo, é ver a resistência de alguns lutadores de aceitar, durante os treinos, de lutar com os menos graduados, principalmente faixas-branca. São eles os que mais sofrem. 

Fiquei observando no meu dojo e fui falar com um aluno mais graduado, um faixa-roxa. Claro que não disse a realidade, então perguntei para ele: “Você quando chegou aqui e colocou o quimono, você já sabia Jiu-Jitsu?”. Perguntei se não gostava de rolar com lutadores mais graduados quando era branca e se atualmente não é bom treinar com marrons e pretas. O faixa-preta é um faixa-branca que não desistiu. Todos nós começamos na faixa branca, aprendendo os fundamentos e buscando aprender mais e mais. 

O faixa-branca almeja chegar na azul, o faixa-azul quer chegar na faixa roxa e assim sucessivamente. Mas um fator une todos: temos de treinar. Treinar com o faixa-branca é bom. Te faz voltar aos fundamentos para ensinar ao iniciante. Cultive sua humildade. Todos nós, lutadores, começamos na faixa branca. Por que essa resistência? Você pode não ser o professor, mas é um parceiro de treino. Colabore, treine com ele. Comente com ele o que achou e no que ele pode melhorar durante os treinamentos.

Ensinar não é fácil, e ser faixa-branca também não é fácil. Todo o início é difícil, memorizar as posições, desenvolver os movimentos até fluírem naturalmente. Por vezes, infelizmente, tem lutadores mais graduados que querem pegar os faixas-branca para amassar, daí pergunto: “qual o mérito?” Eu não vejo nenhum. Creio que o melhor é pegar um faixa-branca para treinar, mesmo que seja para aquecer, ou simplesmente ajudar mesmo seu parceiro. Por vezes, ele nem conhece ninguém na academia, precisa se enturmar, então dê uma mão ao faixa-branca, ajude no seu desenvolvimento. 

Treine com respeito, como deve ser. Se você for mais graduado, não importa se ele for branca ou faixa-azul, experimente. Deixe seu parceiro de treino chegar numa posição que para você é desconfortável e seu treino começa a partir daí, ou se esse lutador é menos graduado em relação a você, já escrevi antes isso, pense para você próprio: “só posso finalizar ele com determinado golpe”. Verá como o treino se torna produtivo. 

Você sempre poderá ter bons treinos com lutadores menos graduados. Lembre-se sempre: todos nós começamos na faixa branca. Os faixas-branca são tão importantes numa academia como os graduados.  A faixa branca já é uma graduação. Quem não treina, não pode ser faixa branca. Família, humildade, solidariedade e respeito que muitos falam, começa no respeito e suporte ao faixa-branca.  

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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