Thamara Ferreira comenta experiência em torneio na Itália antes da ‘explosão’ do Covid-19 e volta ao Brasil: ‘Foi complicado’

Publicado em 27/03/2020 por: Yago Redua
Thamara Ferreira comenta experiência em torneio na Itália antes da ‘explosão’ do Covid-19 e volta ao Brasil: ‘Foi complicado’ Thamara e o namorado Hiago George competiram na Itália no fim de fevereiro (Foto reprodução Instagram)

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* No dia 29 de fevereiro, a AJP Tour (Abu Dhabi Jiu Jitsu Professional) realizou o Continental Pro em Roma, na Itália, que atualmente é o epicentro do novo coronavírus (Covid-19). Dois importantes nomes do Jiu-Jitsu brasileiro, o casal Thamara Ferreira e Hiago George, estiveram em ação no torneio na capital italiana, que ainda não estava em estado crítico como agora. Em entrevista exclusiva à TATAME, a faixa-preta falou sobre o receio que eles tiveram para competir.

“Foi bem complicado… Ficamos até com receio de competir, mas na época, que foi entre 28 e 29 de fevereiro, a situação não estava tão complicada como agora. Estávamos tomando todos os cuidados, lavando as mãos, álcool em gel, máscaras… Isso em todos os momentos, menos nas competições, que não tinha como usar. Quando nós voltamos para Portugal, começamos a receber muitas notícias e vimos que a situação tinha complicado mesmo, com muitos casos do novo coronavírus. A nossa sorte foi que não estivemos lá no pico de contaminações”, contou a faixa-preta, competidora assídua no circuito da AJP Tour.

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Em São Paulo para ficar mais perto da família, os dois atletas optaram, após conselhos dos familiares, em fazer os testes no último dia 17 para saber se estavam com o coronavírus, mesmo sem sentir os sintomas.

“Estamos super bem, mas os familiares cobraram (os exames) como estivemos na Itália há poucas semanas. No hospital, o atendimento foi rápido. Foi só falar que estivemos na Itália, que a equipe médica se preocupou muito, mas o médico falou que era para descartar casos de contaminações, sem que tenha febre. Eu falei: Hiago, estamos bem, sem febre, não estamos sentindo nada. Procurei na internet que a pessoa não sente nada, mas pode estar contaminada. Esse era o nosso medo. Mas o médico disse que não pode acreditar em tudo na internet e que a febre é o principal sintoma. Nem prosseguimos para os testes. Ele disse que estávamos saudáveis e só retornaríamos caso sentíssemos febre”, apontou Thamara.

“Optamos por voltar ao Brasil. Eu sei que a situação aqui pode ficar pior, mas por questões de segurança, financeiramente falando. Queria ficar mais perto da família e de jeito nenhum me deslocar dentro ou fora do país. Depois, que isso se resolver, vamos fazer novos planos. Agora é quarentena e tentar ajudar as pessoas, esse é o grande objetivo”.

Thamara e Hiago estavam preparados para competir o Pan da IBJJF, que seria realizado neste mês de março em Irvine, na Califórnia, Estados Unidos. Como uma medida de segurança, a Universidade da Califórnia restringiu os eventos que tivessem mais de 500 pessoas. O torneio, inclusive, foi o primeiro da IBJJF a ser cancelado. Posteriormente, a federação cancelou o Brasileiro (São Paulo) e o Mundial (Califórnia).

A faixa-preta brasileiro opinou sobre esse momento de cancelamento e adiamento dos principais eventos de Jiu-Jitsu e também do fechamento das academias por causa do Covid-19: “Estamos sem saber o que fazer. Ficamos sabendo que o Pan seria cancelado. Pensamos que tudo bem, porque está um caos. Caso acontecesse, provavelmente nem iríamos. Depois, ficamos sabendo de outros eventos cancelados, como o World Pro, Brasileiro, o Mundial agora… É uma série de coisas que nos deixam desanimados. Pior do que os campeonatos cancelados, que são o nosso trabalho, são as academias fechadas. É complicado. Não conseguimos competir e também estamos sem treinar. Estamos congelados e não podemos fazer nada. O melhor a fazer é ficar em casa, repousar e se resguardar na quarentena para quando tudo isso passar”.

A medida de isolamento social imposta pelos governos municipais, estaduais e o federal fizeram com que as pessoas entrem em quarentena. Thamara revelou que tem buscado repouso neste primeiro momento e afirmou que para o Hiago, que é mais agitado, tem sido um pouco mais complicado. A faixa-preta ainda afirmou que ambos iniciaram atividades físicas em casa e esperam que essa situação passe logo.

“Está sendo difícil, principalmente para o Hiago que não consegue ficar parado. Eu opto por descansar. Respeito bastante o meu corpo. Uma lesão ou dor, eu dou uma pausa. O momento é de pausar mesmo. É triste por não podermos treinar, trabalhar forte. Começamos a fazer algumas atividades físicas em casa. E agora vamos esperar para saber qual será o próximo campeonato. Espero que seja o Grand Slam da Rússia (da AJP Tour) e que após o Mundial tudo volte ao normal. Estamos ansiosos”, concluiu a casca-grossa.

* Por Yago Rédua

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